O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, revogou uma isenção de sanções que permitia ao Iraque adquirir gás e eletricidade do Irã, conforme anunciado por autoridades norte-americanas. Essa decisão, que intensifica a pressão sobre Teerã, complica as relações com um parceiro estratégico na região. A isenção, renovada por Trump e pelo […]
O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, revogou uma isenção de sanções que permitia ao Iraque adquirir gás e eletricidade do Irã, conforme anunciado por autoridades norte-americanas. Essa decisão, que intensifica a pressão sobre Teerã, complica as relações com um parceiro estratégico na região. A isenção, renovada por Trump e pelo ex-presidente Joe Biden, era crucial para que o Iraque atendesse suas necessidades energéticas.
A medida reflete a política de “pressão máxima” de Trump, que busca impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã e restringir sua influência no Oriente Médio. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, James Hewitt, afirmou que o regime iraniano deve cessar suas ambições nucleares ou enfrentar consequências severas. O Irã, por sua vez, defende que seu programa nuclear é pacífico e não se submeterá a negociações forçadas.
Para o Iraque, a revogação da isenção ocorre em um momento delicado, já que o país enfrenta agitações regionais. Apesar de ter melhorado sua infraestrutura elétrica, reduzindo a dependência da eletricidade iraniana, as importações do Irã ainda representaram apenas 4% do consumo total em 2023, segundo a Embaixada dos EUA em Bagdá. O presidente do Comitê Parlamentar de Finanças do Iraque, Atwan Al-Atwani, expressou a intenção de alcançar a autossuficiência energética, embora reconheça que isso levará tempo.
A decisão dos EUA também visa pressionar o governo iraquiano a permitir a exportação de petróleo do Curdistão via Turquia, o que poderia aumentar a oferta global e controlar preços. Entretanto, as negociações sobre essas exportações permanecem complicadas. A porta-voz da Embaixada dos EUA reiterou que a revogação da isenção está alinhada à campanha de pressão sobre o Irã, enfatizando a necessidade de o Iraque eliminar sua dependência de fontes de energia iranianas rapidamente.
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