Nesta segunda-feira, a Coreia do Norte lançou múltiplos mísseis balísticos não identificados em direção ao Mar Amarelo, conforme informou o exército sul-coreano. O disparo ocorreu simultaneamente ao início do exercício militar conjunto entre Coreia do Sul e Estados Unidos, denominado Escudo da Liberdade. O Estado-Maior Conjunto sul-coreano detectou os mísseis às 13h50 (hora local), originados […]
Nesta segunda-feira, a Coreia do Norte lançou múltiplos mísseis balísticos não identificados em direção ao Mar Amarelo, conforme informou o exército sul-coreano. O disparo ocorreu simultaneamente ao início do exercício militar conjunto entre Coreia do Sul e Estados Unidos, denominado Escudo da Liberdade. O Estado-Maior Conjunto sul-coreano detectou os mísseis às 13h50 (hora local), originados da província de Hwanghae. O exército sul-coreano afirmou que fortalecerá a vigilância e manterá uma postura de alerta total em cooperação com os EUA.
A Coreia do Norte criticou as manobras, classificando-as como um “ato provocador” que poderia resultar em uma guerra com um único disparo acidental. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte alertou que as manobras conjuntas representam um “perigoso ato provocativo” e podem desencadear uma confrontação. Este foi o primeiro teste de mísseis balísticos desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em 20 de janeiro.
Os mísseis lançados são de curto alcance, com uma distância operacional inferior a 300 quilômetros. As resoluções do Conselho de Segurança da ONU proíbem a Coreia do Norte de realizar lançamentos com tecnologia de mísseis balísticos, mas o país frequentemente ignora essas restrições. Em 2022, a Coreia do Norte realizou mais de 40 lançamentos de diversos tipos de mísseis.
O exercício Escudo da Liberdade se estenderá até 20 de março e incluirá simulações de guerra total. O governo dos EUA anunciou que serão realizados 16 ensaios em várias áreas, como terra, mar, ar, ciberespaço e espaço exterior. Apesar de os dois exércitos afirmarem que as manobras são defensivas, a Coreia do Norte considera que essas ações refletem a “histeria militar” dos EUA e são uma “maior provocação militar do ano”, exigindo uma resposta mais contundente para dissuadir ameaças nucleares.
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