O governo interino da Síria anunciou neste sábado, 9 de março de 2024, o término da ofensiva militar nas regiões costeiras do país, após semanas de combates intensos que resultaram em milhares de mortes. A operação, que ocorreu nas províncias de Latakia e Tartous, visava remanescentes das forças leais ao ex-presidente Bashar al-Assad, deposto em […]
O governo interino da Síria anunciou neste sábado, 9 de março de 2024, o término da ofensiva militar nas regiões costeiras do país, após semanas de combates intensos que resultaram em milhares de mortes. A operação, que ocorreu nas províncias de Latakia e Tartous, visava remanescentes das forças leais ao ex-presidente Bashar al-Assad, deposto em dezembro do ano passado após um longo conflito civil de quase 14 anos.
A violência gerou forte repercussão internacional. O enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pedersen, expressou estar “profundamente alarmado” com os relatos de mortes de civis e pediu que todas as partes evitem ações que possam desestabilizar ainda mais o país. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, classificou os episódios como “extremamente perturbadores” e exigiu investigações “rápidas, transparentes e imparciais” sobre possíveis violações cometidas durante a ofensiva.
O Irã, aliado histórico do regime Assad, também manifestou preocupação. O embaixador iraniano no Líbano, Mojtaba Amani, afirmou que os ataques contra comunidades alauítas em Latakia e Tartous foram “sistemáticos” e “extremamente perigosos”. Amani criticou a incapacidade do governo interino sírio de conter a crise, ressaltando que a escala da violência atual é “sem precedentes e profundamente preocupante”.
Com o colapso do regime de Assad, um vácuo de poder se formou na Síria, intensificando a instabilidade e elevando as tensões entre grupos étnicos e facções políticas. Com a suspensão da operação militar, aumenta a pressão internacional para que o governo interino avance em negociações que assegurem uma transição política mais estável.
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