Autoridades da Ucrânia aceitaram, na terça-feira (11), uma proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo temporário de 30 dias com a Rússia, conforme comunicado do governo americano. Após essa aceitação, líderes dos EUA, incluindo o presidente Donald Trump, afirmaram que a “bola está na quadra da Rússia”, ressaltando que a implementação do cessar-fogo depende da […]
Autoridades da Ucrânia aceitaram, na terça-feira (11), uma proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo temporário de 30 dias com a Rússia, conforme comunicado do governo americano. Após essa aceitação, líderes dos EUA, incluindo o presidente Donald Trump, afirmaram que a “bola está na quadra da Rússia”, ressaltando que a implementação do cessar-fogo depende da resposta do governo de Vladimir Putin. Contudo, analistas expressam ceticismo quanto à disposição russa para cumprir o acordo.
A professora de Relações Internacionais do Instituto Mauá, Carolina Pavese, destacou em entrevista que o histórico de acordos de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia é desanimador, citando violações anteriores, como a de 2014 após a invasão da Crimeia. Ela enfatiza que um cessar-fogo é apenas uma pausa temporária nas hostilidades e que a busca por uma solução definitiva para o conflito parece distante, afirmando: “A gente pode ter até um período de trégua, mas estamos muito longe de uma solução final”.
O analista da CNN Internacional, Nick Paton Walsh, também vê dificuldades na manutenção do cessar-fogo, sugerindo que a Rússia pode aceitar a proposta para manter uma imagem de parceria com Trump, mas pode atrasar sua implementação para atingir objetivos militares. Walsh alerta que a Rússia pode usar desinformação para culpar a Ucrânia por possíveis violações do cessar-fogo, citando táticas de engano e operações de bandeira falsa como estratégias comuns.
Por sua vez, Keir Giles, consultor sênior do Programa Rússia e Eurásia, expressou preocupação de que o cessar-fogo possa “recompensar a Rússia”, consolidando suas posições atuais sem garantias de um fim duradouro da guerra. Ele argumenta que isso poderia transformar a zona de controle atual em uma situação permanente, congelando o conflito em vez de resolvê-lo.
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