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Hamas se dispõe a libertar refém e devolver corpos em meio a negociações de cessar-fogo

- O Hamas propôs libertar um refém israelense-americano e corpos de quatro reféns. - Israel acusa o Hamas de não ceder nas negociações e de manipulação psicológica. - As discussões ocorrem em Doha, mediadas pelos Estados Unidos, desde janeiro. - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, planeja reunião para discutir os próximos passos. - A Casa Branca criticou o Hamas, alertando sobre possíveis consequências se não cumprir prazos.

O grupo terrorista Hamas anunciou que está disposto a libertar um refém israelense-americano e entregar os corpos de quatro pessoas com dupla nacionalidade, em meio a novas negociações sobre o cessar-fogo entre Israel e Gaza. No entanto, Israel acusou o Hamas de não “ceder nem um milímetro” nas discussões em andamento em Doha, no Catar, […]

O grupo terrorista Hamas anunciou que está disposto a libertar um refém israelense-americano e entregar os corpos de quatro pessoas com dupla nacionalidade, em meio a novas negociações sobre o cessar-fogo entre Israel e Gaza. No entanto, Israel acusou o Hamas de não “ceder nem um milímetro” nas discussões em andamento em Doha, no Catar, e de estar envolvido em “manipulação e guerra psicológica”. O Hamas afirmou ter recebido uma proposta dos mediadores para retomar as negociações e respondeu positivamente, concordando com a libertação do soldado Edan Alexander.

Um dirigente do Hamas confirmou que os quatro corpos pertencem a reféns israelenses-americanos. Taher al-Nunu, líder do Hamas, destacou que as cinco pessoas a serem libertadas são ou foram prisioneiros israelenses com nacionalidade americana. As negociações indiretas sobre o cessar-fogo, iniciadas em 19 de janeiro após 15 meses de guerra, começaram na última terça-feira em Doha, com a presença do enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff.

As libertações devem ocorrer em troca da liberação de prisioneiros palestinos mantidos por Israel. Uma fonte próxima ao Hamas indicou que novos critérios foram acordados, incluindo um aumento no número de detidos palestinos a serem libertados. Apesar do movimento do Hamas, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas não cedeu, e Netanyahu se reunirá com ministros no sábado para discutir os próximos passos.

Nos Estados Unidos, a Casa Branca criticou a postura do Hamas, afirmando que o grupo faz uma “aposta muito ruim” ao tentar ganhar tempo nas negociações. O gabinete de Witkoff alertou que os EUA “responderão” se o Hamas não cumprir o prazo estabelecido. O Fórum de Familiares dos Reféns, que pede a libertação de todos os prisioneiros em uma única troca, ainda não se manifestou sobre o anúncio do Hamas.

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