Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Japão planeja instalar mísseis de longo alcance para enfrentar ameaças da China e Coreia do Norte

- O Japão planeja implantar mísseis balísticos de longo alcance em Kyushu. - Armamentos terão alcance de 1.000 km, mirando Coreia do Norte e China. - Medida integra estratégia de "capacidades de contra-ataque" do Japão. - Incertezas sobre apoio dos EUA elevam discussões sobre armas nucleares. - Críticas de Trump ao pacto de defesa geram preocupações em Tóquio.

O Japão anunciou, nesta segunda-feira, 17, a intenção de implantar mísseis balísticos de longo alcance na ilha de Kyushu, visando aumentar sua capacidade de resposta a tensões na Ásia e incertezas sobre o compromisso dos Estados Unidos com o pacto de segurança. Com um alcance estimado em 1.000 km, os novos armamentos poderão atingir alvos […]

O Japão anunciou, nesta segunda-feira, 17, a intenção de implantar mísseis balísticos de longo alcance na ilha de Kyushu, visando aumentar sua capacidade de resposta a tensões na Ásia e incertezas sobre o compromisso dos Estados Unidos com o pacto de segurança. Com um alcance estimado em 1.000 km, os novos armamentos poderão atingir alvos estratégicos na Coreia do Norte e na China, conforme reportado pela agência de notícias Kyodo. As instalações ocorrerão em bases militares já operacionais, como o Camp Yufuin, em Oita, e o Camp Kengun, em Kumamoto.

Os mísseis são versões atualizadas dos mísseis guiados terra-navio Tipo-12 da Força de Autodefesa Terrestre do Japão (GSDF). Apesar da proximidade com Taiwan, o governo japonês optou por não posicionar esses armamentos nas ilhas de Okinawa, buscando evitar uma escalada nas tensões com Pequim, que reivindica a ilha como parte de seu território. Atualmente, a região conta com sistemas de defesa de menor alcance.

Essa decisão integra a nova estratégia de “capacidades de contra-ataque” do Japão, em um contexto em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questiona a reciprocidade do pacto de defesa firmado em 1951. Trump criticou o acordo, alegando que os EUA arcam com o ônus de proteger o Japão, enquanto Tóquio não possui a mesma responsabilidade em relação a Washington. Além disso, suas declarações sobre a anexação de territórios de aliados aumentaram a preocupação japonesa quanto à confiabilidade da aliança.

A incerteza sobre o apoio americano pode ressuscitar um tabu: a aquisição de armas nucleares pelo Japão, um tema sensível desde os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki. Embora a Constituição japonesa, imposta por Washington após a II Guerra Mundial, limite ações nesse sentido, a nova postura do país pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento de um arsenal nuclear próprio.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais