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A crescente desconfiança dos espanhóis em relação a Estados Unidos e Israel como ameaças à paz mundial

- Pesquisa revela que espanhóis veem Rússia e EUA como ameaças à paz. - 78,3% consideram Moscou um risco, 70,8% apontam Washington sob Trump. - Israel é visto como terceira maior ameaça, com 69,2% de apoio. - Apoio à criação de exército europeu e aumento de gastos em defesa cresce. - 82% temem inflação e guerras, prevendo um futuro mais violento e desigual.

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Desde a invasão da Ucrânia em 2022, a segurança na Europa passou por uma reavaliação significativa. Uma pesquisa recente revelou que a maioria dos espanhóis considera tanto a Rússia quanto os Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump como ameaças à paz mundial. Cerca de setenta e oito por cento dos entrevistados veem Moscou como um risco, enquanto setenta por cento apontam Washington na mesma categoria.

A pesquisa, realizada pela empresa 40dB para o jornal EL PAÍS e a Cadena SER, também destacou Israel como uma preocupação crescente, com sessenta e nove por cento dos cidadãos considerando o país uma ameaça, especialmente após o recente conflito em Gaza. Além disso, mais da metade dos espanhóis acredita que os Estados Unidos podem se apropriar de outros países, um percentual maior do que aqueles que veem a Rússia como capaz de invadir um país da União Europeia.

A mudança nas percepções sobre segurança levou a um aumento no apoio à criação de um exército europeu e ao aumento do gasto em defesa. Cerca de cinquenta e cinco por cento dos entrevistados apoiam a ideia de um exército europeu, e mais de quarenta por cento estão a favor de investimentos na indústria militar. No entanto, a reintrodução do serviço militar obrigatório e o envio de tropas para zonas de conflito geram divisões, com apenas trinta e cinco por cento dos entrevistados apoiando essas medidas.

A pesquisa também reflete um clima de pessimismo em relação ao futuro, com a maioria dos espanhóis acreditando que o mundo será mais violento e desigual nos próximos cinco anos. Mais de oitenta por cento dos entrevistados veem a inflação e as guerras como as principais ameaças globais, seguidas por conflitos comerciais e o aumento do populismo. A pesquisa foi realizada entre vinte e oito e trinta e um de março de dois mil e vinte e cinco, com uma amostra de duas mil pessoas.

Desde a invasão da Ucrânia em 2022, a segurança na Europa passou por uma reavaliação significativa. Uma pesquisa recente revelou que a maioria dos espanhóis considera tanto a Rússia quanto os Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump como ameaças à paz mundial. Cerca de 78,3% dos entrevistados veem Moscou como um risco, enquanto 70,8% apontam Washington na mesma categoria.

A pesquisa, realizada pela empresa 40dB para o jornal EL PAÍS e a Cadena SER, também destacou Israel como uma preocupação crescente, com 69,2% dos cidadãos considerando o país uma ameaça, especialmente após o recente conflito em Gaza. Além disso, mais de 57% dos espanhóis acreditam que os EUA podem se apropriar de outros países, um percentual maior do que aqueles que veem a Rússia como capaz de invadir um país da União Europeia.

A mudança nas percepções sobre segurança levou a um aumento no apoio à criação de um exército europeu e ao aumento do gasto em defesa. Cerca de 55% dos entrevistados apoiam a ideia de um exército europeu, e mais de 40% estão a favor de investimentos na indústria militar. No entanto, a reintrodução do serviço militar obrigatório e o envio de tropas para zonas de conflito geram divisões, com apenas 35% dos entrevistados apoiando essas medidas.

A pesquisa também reflete um clima de pessimismo em relação ao futuro, com a maioria dos espanhóis acreditando que o mundo será mais violento e desigual nos próximos cinco anos. Mais de 82% dos entrevistados veem a inflação e as guerras como as principais ameaças globais, seguidas por conflitos comerciais e o aumento do populismo. A pesquisa foi realizada entre 28 e 31 de março de 2025, com uma amostra de duas mil pessoas.

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