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Autoridades nigerianas prendem suposto líder do tráfico de pangolins chineses

Autoridades nigerianas prenderam um cidadão chinês suspeito de chefiar rede de contrabando de escamas de pangolim, ligada à apreensão de mais de sete toneladas em Ogun

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  • Polícia nigeriana prendeu um cidadão chinês suspeito de chefiar uma operação transnacional de contrabando de escamas de pangolim, segundo a Wildlife Justice Commission (WJC).
  • a prisão está ligada à apreensão de mais de 7 toneladas métricas de escamas de pangolim de um depósito no estado de Ogun, em agosto de 2024, resultado de parceria entre a WJC e a Nigeria Customs Service (NCS).
  • a colaboração entre WJC e NCS já levou a 37 prisões, mais de 21,5 toneladas de escamas apreendidas e 12 condenações desde julho de 2021.
  • a Nigéria é o principal polo de comércio ilegal de vida selvagem na África Ocidental, ligando pangolins a mercados na Ásia, com uso de técnicas investigativas diversas.
  • especialistas apontam que redes de fiscalização mais robustas e parcerias como a WJC-NCS ajudam a interromper redes de tráfico, ainda que ocorram mudanças nas dinâmicas criminosas.

Um nacional chinês foi preso pela polícia nigeriana sob a acusação de ser o eventual cérebro por trás de uma operação transnacional de contrabando de escamas de pangolim. A detenção ocorreu após investigações associando autoridades nigerianas a organizações internacionais.

O Ministério público local informou que a prisão está conectada à apreensão de mais de 7 toneladas métricas de escamas de pangolim, ocorrida em um galpão no estado de Ogun em agosto de 2024. A operação contou com apoio da Nigeria Customs Service.

A cooperação entre a Wildlife Justice Commission, uma organização sem fins lucrativos com base na Holanda, e as autoridades nigerianas resulta de uma investigação que durou mais de cinco meses de vigilância e monitoramento no terreno. O objetivo foi desmantelar a rede criminosa.

A WJC destacou que a investigação faz parte de um esforço mais amplo para interromper redes de tráfico de vida silvestre na Nigéria, que atua como centro de comércio ilegal na África Ocidental e como elo logístico para mercados na Ásia. Desde julho de 2021, o esforço conjunto já resultou em 37 prisões, mais de 21,5 toneladas de escamas apreendidas e 12 condenações.

Especialistas lembram que o tráfico envolve milhares de pangolins deslocados da vida selvagem africana entre 2014 e 2021 e reforçam a importância de ações firmes contra o comércio ilegal. Autoridades locais dizem que a repressão ao tráfico depende de estratégias de cooperação entre órgãos públicos e organizações internacionais.

A WJC afirma que diferentes técnicas de investigação foram empregadas, incluindo operações dissimuladas, vigilância, análise de inteligência financeira e investigações de estilo de vida. Segundo a organização, tais métodos ajudam a pressionar redes criminosas e alterar dinâmicas de bandidos.

Especialistas ressaltam ainda que o declínio mundial de apreensões de escamas de pangolim pode estar relacionado a mudanças na fiscalização e medidas mais rígidas adotadas pela China, principal mercado de destino. No entanto, a origem do recuo não é totalmente clara, segundo estudos citados pela organização.

A organização pretende apresentar as evidências coletadas para sustentar o processo criminal no Brasil e acompanhar a tramitação no sistema judicial nigeriano. As autoridades locais disseram que apoiarão a preparação do material para o caso, buscando demonstrar a gravidade dos crimes.

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