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França inicia devolução de restos mortais de King Toera e guerreiros a Madagascar

França inicia devolução histórica de crânios de líderes de Madagascar, um passo significativo na reparação de injustiças coloniais.

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A França vai devolver os crânios do rei Toera e de dois guerreiros de Madagascar, marcando a primeira vez que uma nova lei de 2023 sobre a devolução de restos humanos coloniais é aplicada. Esses crânios foram levados para Paris durante a colonização em 1897 e estavam guardados no Museu de História Natural por mais de 120 anos. A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro francês, François Bayrou, após um pedido formal de Madagascar em 2022. Um decreto publicado em abril determina que os crânios devem ser devolvidos dentro de um ano. Essa ação é vista como um reconhecimento da brutalidade da colonização. Durante a ocupação, o rei Toera estava tentando se render quando as forças francesas mataram muitas pessoas em sua aldeia. Cerimônias para celebrar o retorno estão programadas para agosto, mas foram adiadas devido a objeções culturais. A senadora Catherine Morin-Desailly apoiou a decisão, mas pediu mais reformas legais, já que a nova lei só permite devoluções solicitadas por estados estrangeiros. Um novo projeto de lei sobre a devolução de um tambor sagrado à Costa do Marfim também será debatido em breve.

A França anunciou a repatriação dos crânios do rei Toera e de dois guerreiros Sakalava para Madagascar, marcando a primeira aplicação de uma nova lei de 2023 que permite a devolução de restos humanos coloniais. Os crânios foram retirados durante a colonização da ilha em 1897 e estavam armazenados no Museu de História Natural de Paris por mais de um século. A decisão foi comunicada pelo primeiro-ministro francês, François Bayrou, após um pedido formal de Madagascar em 2022 e uma revisão de um comitê científico bilateral.

Um decreto publicado em 2 de abril determina que o museu deve devolver os crânios dentro de um ano. Essa ação é vista como um marco simbólico e legal, reconhecendo a brutalidade da colonização francesa. Durante a ocupação, o rei Toera estava em negociações de rendição quando as forças francesas massacraram centenas de pessoas na aldeia de Ambiky, resultando no envio dos crânios para Paris.

Cerimônias para celebrar o retorno estão programadas para agosto, incluindo uma turnê dos restos por Madagascar. Inicialmente, as cerimônias estavam previstas para coincidir com uma visita do presidente Emmanuel Macron, mas foram adiadas devido a objeções de descendentes do rei e líderes tribais, que citaram proibições culturais para realizar esses rituais em abril. A senadora francesa Catherine Morin-Desailly apoiou a decisão, mas ressaltou a necessidade de mais reformas legais, já que a lei de 2023 só permite devoluções solicitadas por estados estrangeiros, excluindo territórios ultramarinos da França.

Além disso, um novo projeto de lei será debatido no Senado francês em 28 de abril, que permitirá a devolução de um “tambor falante” sagrado à Costa do Marfim. Este tambor, utilizado para alertar as aldeias sobre ataques coloniais, foi apreendido pelas autoridades francesas e permanece em uma coleção pública.

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