O presidente Lula, em uma reunião em Honduras, pediu que os líderes da Celac deixem de lado suas diferenças políticas. Ele quer que os países da América Latina trabalhem juntos para melhorar a autonomia da região, a economia e combater a pobreza, especialmente em resposta a ações do governo Trump, como deportações e tarifas comerciais que afetam a região. Lula destacou que guerras comerciais não trazem benefícios e que a América Latina não deve ser vista apenas como uma área de influência de potências como os Estados Unidos e a China. Ele alertou que a região enfrenta problemas sérios, como miséria e fome, e que sua autonomia está ameaçada por tentativas de controle externo. O presidente sugeriu aumentar o comércio entre os países da Celac, mencionando que o Brasil já negocia mais com essa comunidade do que com os EUA. Ele também propôs mudar as regras da Celac para facilitar a tomada de decisões. Além disso, Lula defendeu que a Celac apoie uma mulher como candidata ao cargo de secretária-geral da ONU em 2026, uma ideia que enfrenta resistência de alguns governos. A reunião decidiu que o Uruguai assumirá a presidência da Celac em 2026, após a Colômbia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, em Honduras, que os líderes da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) deixem de lado suas diferenças políticas. O objetivo é coordenar ações em defesa da autonomia regional, integração econômica e combate à pobreza, especialmente em resposta às medidas do governo Trump, como as deportações em massa e tarifas comerciais que afetam a região.
Lula destacou que a história mostra que guerras comerciais não têm vencedores e enfatizou a necessidade de uma nova ordem global, onde a América Latina não seja vista como uma zona de influência de potências como os Estados Unidos e a China. Ele alertou que a região enfrenta um momento crítico, com desafios como miséria, exclusão social e fome, e que a autonomia está em risco devido a tentativas de restaurar antigas hegemonias.
O presidente sugeriu a intensificação da integração comercial entre os países da Celac, mencionando que o comércio do Brasil com a comunidade é de US$ 86 bilhões por ano, superando o volume de negócios com os Estados Unidos. Ele também propôs a criação de um grupo de trabalho para reformular as regras de funcionamento da Celac, a fim de evitar a paralisia causada pela necessidade de consenso nas decisões.
Além disso, Lula defendeu a adoção de uma candidatura feminina para o cargo de secretária-geral das Nações Unidas em 2026, uma proposta que enfrenta resistência de governos conservadores. A nona Cúpula da Celac, realizada em Tegucigalpa, decidiu que o Uruguai assumirá a presidência rotativa em 2026, após o mandato da Colômbia.
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