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Advogados de Mariana devem 522 milhões de libras, segundo jornal

Auditoria aponta risco de incerteza em Pogust Goodhead, com dívida de 522 milhões de libras e possível impacto nas indenizações de Mariana no Reino Unido

Tom Goodhead durante entrevista ao Poder360
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  • A Law Society Gazette aponta que o Pogust Goodhead, escritório que representa as vítimas de Mariana, tinha dívida de curto prazo de 522 milhões de libras em 2022; as contas foram publicadas em 15 de abril de 2025, com atraso de 18 meses.
  • Auditores destacaram incerteza material sobre a capacidade de a empresa arcar com as obrigações; o diretor Tom Goodhead recebeu 4,24 milhões de libras como adiantamento, parte não paga até o fim do exercício; a dívida foi perdoada após a data do balanço; o balanço de 2023 ainda não foi apresentado.
  • O Pogust Goodhead representa cerca de 620 mil vítimas do rompimento da barragem em Mariana, em 2015, no Reino Unido.
  • Tom Goodhead afirmou ao Poder360 que indenizações podem chegar a 36 bilhões de libras, mas o montante final pode ser menor se houver condenações às empresas.
  • O escritório cobra honorários variáveis que podem chegar a até 30% do que for recebido para algumas vítimas; o processo em Londres teve audiências de outubro de 2024 a março de 2025, com veredito esperado até o fim do ano; caso haja responsabilização, haverá nova fase para apurar danos, com decisão prevista até 2028.

O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que atua no Reino Unido representando vítimas do rompimento da barragem de Mariana, tem dívidas com vencimento curto de 522 milhões de libras em 2022. Auditores indicaram risco de incerteza material quanto à capacidade de cumprir obrigações, conforme o The Law Society Gazette.

Segundo o jornal, grande parte do adiantamento de 4,24 milhões de libras ao diretor Tom Goodhead não havia sido pago até o fim do exercício, e o saldo devedor era sem garantia, isento de juros e pagável à vista. Após a data-base, a dívida foi perdoada. O balanço de 2023 ainda não foi apresentado.

Situação financeira sob escrutínio

O Pogust Goodhead representa no Reino Unido cerca de 620 mil vítimas do desastre de 2015, envolvendo a Samarco, joint venture da Vale e BHP Billiton em Mariana (MG). Em entrevista de setembro de 2024, o advogado Tom Goodhead estimou indenizações possíveis em 36 bilhões de libras, mas sinalizou possível redução em caso de condenação das empresas.

O escritório cobra honorários que podem chegar a 30% do valor recebido para algumas vítimas. A fase de audiências em Londres ocorreu entre outubro de 2024 e março de 2025, com veredito esperado até o fim do ano. Se condenadas, novas etapas devem ocorrer, com decisão de danos até 2028.

Desempenho e posicionamento da firma

O Pogust Goodhead informou ao Poder360 que seu modelo se baseia no portfólio de ações, não em ciclos financeiros tradicionais, e que a firma permanece bem financiada, com apoio de investidores. O comunicado afirma que o balanço de 2022 não altera o andamento das ações, incluindo o caso Mariana.

A empresa destacou que processos emblemáticos, como o de Mariana e ações contra montadoras de automóveis, avançam e devem tornar 2025 um ano significativo. A nota enviada não traz números adicionais, mas reforça a posição de força para resultados de longo prazo.

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