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Professores de Yale se mudam para o Canadá em busca de liberdade acadêmica e segurança

Três professores de Yale, preocupados com a liberdade acadêmica nos EUA sob Trump, mudam-se para o Canadá, refletindo uma crise no setor.

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Três professores da Universidade Yale, Jason Stanley, Timothy Snyder e Marci Shore, se mudaram para a Munk School em Toronto, Canadá, devido ao clima político nos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump. Eles expressaram preocupação com a liberdade de expressão e a repressão no país. Stanley, que estuda fascismo, já recebeu ameaças de morte e afirmou que a mudança é uma resposta ao governo atual. Snyder, especialista em tirania, destacou que deixar os EUA não é uma fuga, mas um apoio a quem também quer sair. Uma pesquisa da revista Nature mostrou que 75% dos cientistas nos EUA estão pensando em deixar o país por causa de cortes em verbas de pesquisa e tentativas de silenciamento. Snyder criticou o governo por usar o combate ao antissemitismo como desculpa para ações autoritárias e alertou sobre a aproximação com a extrema direita global. Os professores traçam paralelos com o fascismo, citando um ensaio de Henry Wallace que alerta sobre a adaptação do pensamento fascista em diferentes contextos, o que mostra a preocupação crescente com a democracia nos Estados Unidos.

Professores de Yale deixam EUA em meio a clima político tenso

Três renomados professores da Universidade Yale – Jason Stanley, Timothy Snyder e Marci Shore – mudaram-se para a Munk School, em Toronto, Canadá. A decisão reflete a crescente preocupação com a liberdade de expressão e a repressão nos Estados Unidos, em um cenário político marcado pela administração de Donald Trump.

O filósofo Jason Stanley, autor de obras sobre fascismo, já sofreu ameaças de morte. Ele justificou a mudança como uma resposta à forma como os Estados Unidos estão sendo governados. “Um país é a forma pela qual seu povo escolheu se governar”, afirmou.

O historiador Timothy Snyder, estudioso do Holocausto e da tirania, também se mudou com a família. Snyder ressaltou que a partida não é uma fuga, mas um ato de apoio àqueles que optam por deixar o país. Ele enfatizou a importância da liberdade acadêmica.

Pesquisa aponta alta intenção de cientistas em deixar os EUA

Uma pesquisa da revista *Nature* revelou que 75% dos cientistas nos Estados Unidos consideram a possibilidade de deixar o país. Os principais motivos citados são cortes em verbas de pesquisa, tentativas de silenciamento e restrições à imigração.

Snyder critica a utilização do combate ao antissemitismo como pretexto para ações autoritárias. Ele afirma que o governo atual não combate o antissemitismo, mas o fomenta. O professor também alertou para a aproximação do governo americano com a extrema direita global.

Paralelos com o fascismo são traçados

Os professores Stanley e Snyder têm em suas obras um alerta sobre os riscos do autoritarismo. Snyder cita o ensaio de Henry Wallace, vice de Franklin Roosevelt, que em 1943 cunhou a expressão “fascismo americanizado”, alertando para a adaptação do pensamento fascista a diferentes contextos.

Wallace descreveu características do fascismo, como a defesa de interesses monopolistas e a busca pela captura do poder político. A mudança dos professores de Yale e a pesquisa com cientistas evidenciam um clima de crescente preocupação com a democracia nos Estados Unidos.

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