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Israel admite ataque a instalação da ONU em Gaza que resultou em morte de funcionário

Israel reconhece ataque a instalação da ONU em Gaza, resultando na morte de funcionário. ONU exige responsabilização e investigações adicionais.

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Israel confirmou que suas Forças Armadas atacaram uma instalação da ONU em Gaza em março, resultando na morte de um funcionário búlgaro e ferindo outros seis trabalhadores. O ataque ocorreu em 19 de março, e o secretário-geral da ONU decidiu retirar um terço da equipe da organização na região por questões de segurança. Este é o segundo reconhecimento de Israel em uma semana sobre ataques a trabalhadores humanitários. A ONU informou que o atual conflito é o mais mortal para seus funcionários. O Exército israelense inicialmente negou o ataque, mas depois pediu desculpas, reconhecendo falhas e demitindo um comandante. A ONU afirmou que a localização da instalação era conhecida pelas forças israelenses e pediu responsabilização por todos os incidentes que resultaram em mortes de seus colegas. O funcionário morto, Marin Valev Marinov, tinha 51 anos e trabalhava na ONU desde 2016. Desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, pelo menos 285 funcionários da ONU foram mortos em Gaza. Além disso, em março, forças israelenses atacaram um comboio de ambulâncias, matando trabalhadores humanitários, mas não apresentaram provas concretas para justificar a ação. A ONU continua a exigir que todas as partes respeitem o direito humanitário internacional.

Israel admitiu nesta quinta-feira (24) que suas Forças Armadas atacaram uma instalação da Organização das Nações Unidas (ONU) na Faixa de Gaza em março, resultando na morte de um funcionário búlgaro. O ataque ocorreu em 19 de março na área de Deir al-Balah, ferindo também outros seis trabalhadores. O secretário-geral da ONU, António Guterres, decidiu retirar um terço da equipe da ONU em Gaza devido a preocupações de segurança.

Este incidente marca a segunda vez em uma semana que Israel reconhece ter atacado erroneamente trabalhadores humanitários em Gaza. A ONU declarou que o conflito atual é o mais mortal para seus funcionários na história da organização. No dia 23 de março, quinze socorristas foram mortos em outra ação militar israelense, levando a uma investigação por parte de Tel Aviv.

Reconhecimento e Pedidos de Desculpas

Inicialmente, Israel negou envolvimento no ataque de março, afirmando que uma investigação preliminar não encontrou conexão com suas forças. No entanto, em um comunicado recente, o Exército israelense pediu desculpas, reconhecendo que o ataque ocorreu devido à “presença inimiga avaliada” e que o prédio não foi identificado como uma instalação da ONU. A investigação interna identificou “falhas profissionais” e resultou na demissão de um comandante adjunto.

O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que a localização da instalação atacada era conhecida pelas forças israelenses. Ele destacou que, embora tenha havido mais cooperação na investigação, isso não é suficiente. “Precisamos de responsabilização não apenas por este incidente, mas por todas as vezes que vimos colegas da ONU mortos em Gaza”, afirmou.

Consequências e Contexto

O funcionário búlgaro morto foi identificado como Marin Valev Marinov, de 51 anos, que trabalhava na ONU desde 2016. Desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, pelo menos 285 funcionários da ONU foram mortos em Gaza. A ONU relatou que Israel atacou repetidamente suas instalações, incluindo escolas e abrigos.

Em outro episódio em março, forças israelenses dispararam contra um comboio de ambulâncias e caminhões de bombeiros, resultando na morte de trabalhadores humanitários. O Exército israelense alegou que as ambulâncias estavam se aproximando de forma suspeita, mas não apresentou evidências concretas. A ONU continua a exigir que todas as partes do conflito respeitem o direito humanitário internacional, que protege civis e trabalhadores humanitários.

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