Israel realizou ataques aéreos em subúrbios do sul de Beirute, marcando a terceira ofensiva na região desde o cessar-fogo mediado pelos EUA no final de novembro. Antes do ataque, Israel avisou os moradores para evacuarem, especialmente em Hadath, onde há instalações do Hezbollah. Após o aviso, uma grande fumaça foi vista, mas não houve relatos de vítimas. O ataque segue uma série de ofensivas, incluindo uma em abril que matou quatro pessoas, entre elas um membro do Hezbollah. O grupo já alertou que tomará medidas se os ataques continuarem. O líder do Hezbollah afirmou que não desarmará enquanto as tropas israelenses estiverem no sul do Líbano. A situação se complica com a pressão sobre o governo libanês para agir contra as incursões israelenses. Israel diz que os ataques visam desmantelar a infraestrutura do Hezbollah, enquanto o governo libanês pede ajuda internacional para interromper os ataques e exigir a retirada das forças israelenses. A tensão na região aumenta, com o Hezbollah prometendo retaliar se os ataques não pararem.
Israel intensifica ataques aéreos em Beirute após cessar-fogo com Hezbollah
BEIRUTE — Israel realizou ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute neste domingo, marcando a terceira ofensiva na região desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, que entrou em vigor no final de novembro. A Força Aérea israelense emitiu um aviso uma hora antes do ataque, alertando os moradores para evacuarem a área, especialmente em Hadath, onde estão localizadas instalações do Hezbollah.
Após o aviso, um grande volume de fumaça foi visto subindo da área atingida. Não houve relatos imediatos de vítimas. A operação incluiu duas ações de advertência, e os moradores foram instruídos a se afastar pelo menos 300 metros do local. Fighter jets sobrevoaram a capital libanesa antes do ataque, e disparos foram ouvidos para alertar a população.
Ciclo de ataques e retaliações
O ataque deste domingo segue uma série de ofensivas, incluindo um ataque não anunciado em primeiro de abril, que resultou na morte de quatro pessoas, entre elas um oficial do Hezbollah. O grupo, que mantém forte influência na região, já havia alertado que tomaria medidas se os ataques israelenses continuassem.
O líder do Hezbollah, Sheikh Naim Kassem, afirmou que a organização não desarmará enquanto as tropas israelenses permanecerem no sul do Líbano e as violações do espaço aéreo libanês persistirem. A situação se agrava com a crescente pressão sobre o governo libanês para que tome medidas contra as incursões israelenses.
Reações e consequências
Desde o início do cessar-fogo, Israel tem realizado ataques frequentes, alegando que visa desmantelar a infraestrutura do Hezbollah. A militarização da região tem gerado preocupações, e o governo libanês pediu à comunidade internacional que intervenha para interromper os ataques e exigir a retirada das forças israelenses ainda presentes em território libanês.
A tensão na região continua a aumentar, com o Hezbollah prometendo retaliar caso as agressões israelenses não cessem. A situação permanece volátil, com a possibilidade de novos confrontos à medida que as partes envolvidas se posicionam em relação aos seus interesses e à segurança regional.
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