Os países do BRICS, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, se reuniram no Rio de Janeiro, mas não conseguiram concordar sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU. O Brasil, que atualmente preside o grupo, queria incluir uma menção ao desejo do país de ter um assento permanente no conselho, mas Egito e Etiópia se opuseram, alegando que isso favoreceria os membros antigos em detrimento dos novos. O chanceler russo, Serguei Lavrov, afirmou que a expansão do BRICS deve continuar em breve, mas a falta de consenso sobre a reforma da ONU impediu a publicação de um documento oficial. Durante a reunião, os ministros também expressaram preocupação com o aumento do protecionismo comercial e defenderam o multilateralismo como resposta às tensões comerciais globais.
Os chanceleres do BRICS, grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, não conseguiram chegar a um consenso sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU durante reunião realizada no Rio de Janeiro nos dias 28 e 29 de abril de 2025. A divergência surgiu principalmente entre os países africanos, que contestaram a inclusão de menções específicas às aspirações de Brasil e África do Sul.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que a expansão do BRICS será retomada em breve, destacando que os países associados terão prioridade para se tornarem membros plenos. O grupo, que representa quase metade da população mundial e 39% do PIB global, enfrenta desafios geopolíticos, especialmente em relação à guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos.
Durante a reunião, o Brasil, que atualmente preside o grupo, defendeu a importância do multilateralismo e criticou as medidas protecionistas unilaterais. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, enfatizou que houve consenso sobre a necessidade de um sistema comercial multilateral, mas as divergências sobre a reforma da ONU impediram a publicação de um documento conjunto.
A proposta brasileira de incluir um parágrafo sobre a aspiração do país a um assento permanente no Conselho de Segurança foi rejeitada pelo Egito e Etiópia, que argumentaram que o BRICS não é o fórum adequado para discutir esse tema. As tensões regionais entre os países africanos dificultaram a elaboração de uma declaração final, evidenciando a complexidade das relações dentro do bloco.
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