O governo da Venezuela está pedindo a devolução de uma menina de 2 anos, Maikelys Antonella Espinoza Bernal, que foi separada de seus pais durante um processo de deportação nos Estados Unidos. A Venezuela acusou os EUA de “sequestro”, afirmando que a criança foi retirada de sua mãe enquanto ela embarcava em um voo de deportação. O pai da menina, Maiker Espinoza-Escalona, foi deportado para uma prisão em El Salvador. O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) negou as acusações, dizendo que estava protegendo a criança de seus pais, que foram acusados de serem membros de uma gangue venezuelana, mas sem apresentar provas. A menina está sob a custódia da Oficina de Reassentamento de Refugiados e foi colocada em uma família adotiva. O governo venezuelano afirmou que os EUA violaram leis internacionais e exigiu a devolução imediata da criança, citando a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança, que defende que crianças não devem ser separadas de seus pais a menos que seja para seu bem-estar. O presidente Nicolás Maduro também se manifestou, pedindo apoio do povo venezuelano para a libertação da menina.
Venezuela exige a devolução de criança retida nos EUA
O governo da Venezuela pediu a devolução de uma menina de dois anos, Maikelys Antonella Espinoza Bernal, que foi separada de seus pais durante um processo de deportação nos Estados Unidos. A acusação de “sequestro” foi feita pela chancelaria venezuelana, que afirmou que a criança foi retirada de sua mãe enquanto embarcava em um voo de deportação. O pai da menina, Maiker Espinoza-Escalona, já havia sido deportado para uma prisão em El Salvador.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) negou as acusações, alegando que a separação foi uma medida de proteção. O DHS afirmou que os pais da criança estão supostamente ligados ao Tren de Aragua, uma gangue venezuelana considerada uma organização terrorista pelos EUA. O pai, que possui tatuagens, acredita que a acusação se baseia em sua aparência, e nega qualquer envolvimento com atividades criminosas.
A menina permanece sob a custódia da Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR) e foi colocada em uma família adotiva. O DHS justificou a ação afirmando que a segurança da criança estava em risco. A mãe, Yorely Escarleth Bernal Inciarte, foi deportada sem a filha e pediu seu retorno.
Reações na Venezuela
O governo venezuelano denunciou a separação como uma violação da lei internacional e anunciou que tomará medidas legais e diplomáticas para garantir o retorno da criança. O presidente Nicolás Maduro declarou que a situação é um “sequestro” e convocou a população a se mobilizar em protesto. Ele mencionou que a marcha do Dia do Trabalhador, em primeiro de maio, será dedicada à libertação da menina.
A Venezuela citou a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, que proíbe a separação de crianças de seus pais, exceto em situações que visem o melhor interesse da criança. Embora os EUA tenham assinado a convenção, ainda não a ratificaram.
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