Um ataque aéreo em Old Fangak, no Sudão do Sul, deixou pelo menos sete mortos e 20 feridos. O ataque atingiu um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) e um mercado local. Helicópteros bombardearam a farmácia do hospital, que é o único na região, e um drone atacou o mercado. Todos os suprimentos médicos foram destruídos, dificultando o atendimento à população de mais de 110 mil pessoas. A MSF condenou o ataque, que foi considerado uma violação das leis humanitárias. O governo do Sudão do Sul não se manifestou, mas um comissário local acusou as forças do governo de serem responsáveis pelo ataque, que deslocou mais de 30 mil civis. A situação no país é tensa, com temores de um novo conflito civil entre os grupos étnicos Dinka e Nuer, liderados pelo presidente Salva Kiir e pelo vice-presidente Riek Machar, respectivamente. A crise se intensificou após a prisão de Machar em março, e a comunidade internacional expressou preocupação com a deterioração da segurança no Sudão do Sul.
Um ataque aéreo em Old Fangak, Sudão do Sul, resultou na morte de pelo menos sete pessoas e deixou 20 feridas. O incidente ocorreu no sábado, quando helicópteros bombardearam um hospital administrado pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) e um mercado local. A MSF denunciou que os helicópteros dispararam por cerca de 30 minutos, destruindo a farmácia do hospital e queimando todos os suprimentos médicos.
O ataque comprometeu gravemente a capacidade de atendimento médico na região, que abriga mais de 110 mil pessoas. A MSF classificou o ato como uma clara violação do direito humanitário internacional. O comissário do condado de Fangak, Biel Boutros Biel, acusou as Forças de Defesa do Povo do Sudão do Sul (SSPDF) de serem responsáveis pelo ataque, que deslocou mais de 30 mil civis.
A tensão política no Sudão do Sul tem aumentado, especialmente entre o presidente Salva Kiir e o vice-presidente Riek Machar. Machar foi preso em março, acusado de incitar uma rebelião, o que intensificou os temores de um retorno à guerra civil. O país já enfrentou um conflito devastador entre 2013 e 2018, que resultou em aproximadamente 400 mil mortes e milhões de deslocados.
A comunidade internacional expressou preocupação com a deterioração da segurança no Sudão do Sul. Em uma declaração conjunta, embaixadas de países como Canadá, Alemanha e Reino Unido pediram a liberação de Machar e o fim da violência como ferramenta política. A situação permanece crítica, com a possibilidade de um novo conflito é uma realidade alarmante para a população local.
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