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Maurizio Gelli marca presença discreta no funeral do papa Francisco no Vaticano

Funeral do papa Francisco destaca Maurizio Gelli, embaixador da Nicarágua, em meio a tensões entre o país e a Igreja Católica.

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Durante o funeral do papa Francisco no Vaticano, Maurizio Gelli, embaixador da Nicarágua na Espanha, chamou a atenção. Ele é filho de Licio Gelli, que foi um líder de uma loja maçônica secreta chamada Propaganda Due (P2), envolvida em grandes escândalos políticos na Itália. A Nicarágua, onde Maurizio Gelli atua, está passando por tensões com a Igreja Católica, especialmente desde 2018, quando o governo de Daniel Ortega começou a reprimir a oposição e a perseguir membros da Igreja. Em 2023, o país expulsou o núncio apostólico e cortou relações com o Vaticano. A P2, que operava como uma rede de poder clandestina, tinha ligações com vários setores, incluindo o governo e os serviços de inteligência. Licio Gelli foi associado a atos violentos e escândalos, e mesmo após sua morte, foi mencionado como um dos financiadores de um atentado em 1980 que deixou muitas vítimas. A loja se tornou conhecida após a descoberta de uma lista de quase mil membros em 1981, revelando sua influência na política italiana e em outros países da América Latina. Além disso, a P2 tinha conexões com a extinta companhia aérea Varig, que foi usada como rota de fuga por pessoas ligadas a Gelli durante períodos de repressão política.

Durante o funeral do papa Francisco, realizado no Vaticano, Maurizio Gelli, embaixador da Nicarágua na Espanha, chamou a atenção. Ele é filho de Licio Gelli, ex-líder da loja maçônica secreta Propaganda Due (P2), envolvida em escândalos políticos na Itália.

A presença de Gelli no evento é significativa, dado o histórico controverso de sua família. A Nicarágua, onde ele atua diplomaticamente, enfrenta tensões com a Igreja Católica. Desde dois mil e dezoito, o regime de Daniel Ortega tem reprimido a oposição e perseguido membros da Igreja. Em dois mil e vinte e três, o país expulsou o núncio apostólico e suspendeu relações com o Vaticano.

Legado Controverso

A P2 foi uma loja maçônica clandestina que operou como uma rede de poder na Itália, com conexões em governos e serviços secretos. Licio Gelli, como grão-mestre, teve influência internacional. Documentos dos anos oitenta revelaram ligações da P2 com regimes repressivos e ações violentas. Gelli foi recentemente apontado como um dos financiadores do atentado à bomba na estação de trem de Bolonha, que resultou em oitenta e cinco mortes.

Além disso, a P2 tinha relações com a extinta companhia aérea brasileira Varig. A empresa foi utilizada como rota de fuga por membros ligados a Gelli, incluindo Umberto Ortolani, que fugiu da Itália após a falência do Banco Ambrosiano. A Varig também serviu como apoio para grupos extremistas durante a instabilidade política na Itália.

Relações com a Igreja

A presença de Maurizio Gelli no funeral do papa Francisco destaca a complexidade das relações entre a Nicarágua e a Igreja Católica. A repressão do governo Ortega e a expulsão do núncio apostólico evidenciam um cenário tenso. A situação atual reflete um legado de conflitos que se estende por décadas, envolvendo figuras influentes e organizações secretas.

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