Forças de segurança de Israel fecharam três escolas da Unrwa em Shuafat, um campo de refugiados em Jerusalém Oriental, que foi anexada por Israel em 1980. Isso aconteceu logo após o início das aulas, e centenas de alunos foram mandados para casa. A Autoridade Palestina criticou a ação, chamando-a de violação do direito à educação. Israel impôs um banimento à Unrwa, alegando que a agência estaria ligada ao Hamas, o que a Unrwa nega. Um dos funcionários da Unrwa foi detido durante a operação, que foi descrita como traumática para as crianças. Além das três escolas fechadas, a polícia israelense também esteve presente em outras instituições na região, forçando o envio de mais alunos para casa.
Forças de segurança israelenses fecharam três escolas da Agência da ONU para Refugiados da Palestina (Unrwa) em Shuafat, na Jerusalém Oriental, nesta quinta-feira. A ação resultou no envio de centenas de alunos para casa logo após o início das aulas. A Autoridade Palestina classificou a medida como uma “violação do direito à educação”.
A Unrwa informou que mais de 550 alunos, com idades entre seis e quinze anos, estavam presentes nas escolas no momento da operação. Um membro da equipe da Unrwa foi detido, o que, segundo o diretor da agência na Cisjordânia, representa uma experiência traumática para as crianças, que correm o risco de perder o acesso à educação.
A ordem de fechamento fixada na parede da escola proíbe a operação de instituições educacionais e a entrada de alunos. Israel impôs um banimento à Unrwa no início deste ano, acusando a agência de estar infiltrada pelo Hamas, o que a Unrwa nega, reafirmando sua imparcialidade.
Além das escolas em Shuafat, a polícia israelense também foi vista em outras três escolas da região, forçando o fechamento delas. Em 2022, o parlamento israelense aprovou leis que proíbem o contato entre autoridades israelenses e a Unrwa, além de restringir suas atividades em território israelense.
Israel capturou Jerusalém Oriental em 1967 e a anexou em 1980, uma ação não reconhecida pela comunidade internacional. Os palestinos consideram Jerusalém Oriental como a capital de um futuro estado. Atualmente, cerca de 230 mil colonos israelenses vivem na região, que abriga aproximadamente 390 mil palestinos. A maioria da comunidade internacional considera as colônias ilegais sob a lei internacional.
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