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Brasil e China fortalecem laços estratégicos, mas evitam adesão à Iniciativa Cinturão e Rota

Brasil e China intensificam laços, mas polarização política no país gera preocupações sobre a cooperação futura.

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Em novembro do ano passado, o presidente Lula assinou 37 acordos de cooperação com a China, mas não se juntou oficialmente à Iniciativa Cinturão e Rota, ao contrário de outros países da América Latina. Apesar disso, a China considera o Brasil parte da iniciativa, pois qualquer país que assina acordos relacionados à “Nova Rota da Seda” é visto como associado. A relação entre Brasil e China está se fortalecendo, com foco em cooperação e intercâmbios culturais, mesmo com a polarização política no Brasil sendo uma preocupação. A China continuará investindo e comerciando com o Brasil, e a falta de adesão formal à ICR não impede a cooperação. O Brasil é importante para a China, que acredita que a relação trará benefícios mútuos. A China também está disposta a aprender com o Brasil sobre estabilidade política e desenvolvimento econômico. A guerra comercial entre os EUA e a China pode aumentar as compras chinesas do Brasil, e a cooperação no Brics deve se concentrar em aspectos políticos, econômicos e culturais, embora a colaboração econômica ainda enfrente desafios. A criação de um sistema monetário mais equilibrado e a institucionalização do Brics são vistas como tarefas urgentes para melhorar a cooperação entre os países do grupo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em novembro do ano passado, trinta e sete acordos de cooperação com a China, mas não formalizou a adesão à Iniciativa Cinturão e Rota (ICR). Essa iniciativa é um programa de investimentos global da China, ao qual outros países da América Latina já se associaram.

Apesar da não adesão oficial, o Brasil é considerado parte da ICR pela China, conforme afirma Jiang Shixue, diretor do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Xangai. A assinatura de acordos relacionados à “Nova Rota da Seda” é vista como uma demonstração de vontade política para cooperar. Jiang ressalta que a China continuará investindo e comerciando com o Brasil, independentemente da adesão formal.

A relação entre Brasil e China se intensificará, com foco em cooperação e intercâmbios culturais. O Brasil, ao presidir o G20 em 2024, adotou o tema “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”, que ecoa a proposta chinesa de uma “comunidade de futuro compartilhado”. Essa elevação na parceria estratégica busca maior unidade entre os dois países.

Entretanto, a polarização política no Brasil é uma preocupação. Jiang destaca que a falta de consenso pode dificultar o progresso rumo à modernização. Ele observa que a desindustrialização na América Latina começou antes da presença econômica da China e que os investimentos chineses têm contribuído para desacelerar esse processo.

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China pode impactar as relações comerciais. A China deve aumentar suas importações do Brasil, compensando a redução das compras dos EUA. Jiang acredita que a cooperação no Brics deve avançar em três pilares: político, econômico e cultural, mas ressalta que a ação concreta ainda é limitada.

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