Em 2016, a Colômbia celebrou um acordo de paz com as FARC, encerrando um longo conflito armado. Os Estados Unidos apoiaram esse acordo com financiamento, ajudando a reconstruir áreas afetadas e a responsabilizar criminosos de guerra. No entanto, o governo Trump cortou grande parte desse apoio, incluindo o fechamento da USAID, o que prejudicou a implementação do acordo e a estabilidade em regiões afetadas. Especialistas alertam que essa redução de ajuda pode encorajar grupos armados a se reerguerem, pois muitos projetos que ajudavam a manter a paz e a segurança foram interrompidos. A USAID tinha um papel importante em ajudar a Colômbia a lidar com a crise de migração da Venezuela e a promover a democracia. Sem o apoio americano, o trabalho de tribunais que investigam crimes de guerra e a regularização de terras para agricultores pobres também está ameaçado. A situação se agrava em áreas rurais, onde a violência tem aumentado e organizações que apoiavam as vítimas estão paralisadas. A falta de recursos está dificultando o progresso em questões essenciais para a paz e a justiça no país.
A retirada do apoio financeiro dos Estados Unidos à Colômbia, sob o governo Trump, comprometeu a implementação do acordo de paz assinado em 2016 com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) afetou diretamente iniciativas de paz e desenvolvimento, essenciais para a estabilidade em áreas afetadas por conflitos.
Desde a assinatura do acordo, os EUA foram o principal financiador, investindo cerca de US$ 3,9 bilhões em projetos que ajudaram agricultores deslocados a retornar às suas terras e na responsabilização por crimes de guerra. Com a retirada do apoio, grupos armados estão se reestruturando, segundo León Valencia, diretor da Fundação Paz e Reconciliação. Ele afirma que isso dá ânimo a guerrilheiros desmobilizados e vítimas do conflito.
A USAID também desempenhou um papel crucial no apoio a mais de 2,8 milhões de migrantes da Venezuela que chegaram à Colômbia. No entanto, a ajuda americana enfrenta críticas. Políticos conservadores consideram o financiamento ineficiente, enquanto alguns de esquerda veem como uma forma de controle sobre o país. O presidente colombiano, Gustavo Petro, questionou a destinação de recursos para agências de imigração, afirmando que isso infringe a soberania nacional.
A situação humanitária na Colômbia se agrava, com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha relatando oito conflitos armados distintos. A retirada do apoio da USAID prejudica a construção da democracia e a implementação da Jurisdição Especial para a Paz, tribunal responsável por julgar crimes de guerra. O juiz Alejandro Ramelli destacou que a ajuda internacional é essencial para responder às demandas das vítimas.
Além disso, a USAID ajudou a mapear mais de 1,3 milhão de hectares em áreas afetadas por conflitos, um passo fundamental para a formalização da propriedade de terras. Sem esse suporte, o trabalho de mapeamento está paralisado, afetando a distribuição de terras a agricultores pobres. A situação é crítica em regiões como Catatumbo, onde a violência aumentou, resultando em deslocamentos forçados e interrupção de projetos de apoio às vítimas.
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