O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de eventos em Moscou para celebrar os 80 anos do Dia da Vitória, ao lado de líderes como Vladimir Putin e Xi Jinping. Lula é um dos poucos líderes ocidentais presentes na cerimônia, que tem sido criticada por simbolizar apoio a um regime autocrático. Durante o evento, ele assistiu a um desfile militar e se reunirá com Putin para discutir a guerra na Ucrânia e propostas de paz. A presença de Lula irritou autoridades ucranianas, que tentaram, sem sucesso, trazê-lo a Kiev. A viagem pode piorar as relações do Brasil com a Ucrânia e gerar críticas no Ocidente. Lula busca promover uma negociação de paz entre Rússia e Ucrânia, mas sua proposta não exige a retirada das tropas russas, o que é um ponto importante para o Ocidente. Além disso, Lula quer discutir a relação comercial com a Rússia, que é significativa para o Brasil, especialmente em fertilizantes e diesel. Após os eventos em Moscou, Lula seguirá para a China.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou nesta sexta-feira, dia 9, das celebrações dos 80 anos do Dia da Vitória em Moscou. Ele esteve ao lado de líderes como Vladimir Putin e Xi Jinping, sendo um dos poucos representantes de democracias ocidentais no evento. A presença de Lula gerou críticas, pois é vista como um apoio a um regime autocrático.
Durante a cerimônia, Lula assistiu a um desfile militar que celebra a rendição da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. O evento, que incluiu a exibição de equipamentos militares, foi utilizado por Putin para reforçar o nacionalismo russo. A lista de participantes incluiu líderes de 28 países, principalmente da Ásia e da África.
Após as celebrações, Lula se reunirá com Putin para discutir a guerra na Ucrânia e propostas de paz. A presença do presidente brasileiro irritou autoridades ucranianas, que tentaram, sem sucesso, levar Lula a Kiev no ano passado. A viagem à Rússia pode agravar as relações do Brasil com a Ucrânia e render críticas a Lula no Ocidente.
Propostas de Paz
Lula pretende abordar a proposta de negociação de paz sino-brasileira, que visa um cessar-fogo abrangente. Essa sugestão, apresentada no ano passado, foi bem recebida por Moscou, mas não por Kiev, pois não exige a retirada das tropas russas da Ucrânia. O Brasil e a Rússia mantêm um comércio significativo, com trocas estimadas em R$ 12,4 bilhões em 2022.
Lula também se reunirá com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, e visitará Pequim no dia seguinte. A viagem ocorre em um contexto de crescente tensão entre as potências ocidentais e a Rússia, especialmente após a invasão da Ucrânia. A presença de Lula em Moscou é vista como um movimento estratégico em meio a um cenário internacional complexo.
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