Durante uma visita a Moscou, Celso Amorim, assessor especial do presidente Lula, falou sobre a necessidade de um cessar-fogo na guerra da Ucrânia, defendendo uma “paz possível”. Ele mencionou que essa visão é semelhante à de Donald Trump, que acredita que a Ucrânia não deve entrar na Otan e que a Crimeia deve permanecer sob controle russo. Amorim, que já foi chanceler, argumentou que a paz deve levar em conta os interesses de todos e que a guerra pode durar mais tempo do que se espera. Ele também comentou que a visita de Lula a Moscou, onde participou de comemorações do Dia da Vitória, não traz custos à imagem do Brasil, mas sim benefícios, como a possibilidade de aumentar as exportações de carne. Amorim ainda brincou sobre a dificuldade de enviar tropas brasileiras para a Ucrânia, mas ressaltou que o foco da visita foi celebrar a história e o papel da Rússia na Segunda Guerra Mundial.
O Brasil, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, busca uma postura de mediação em conflitos internacionais. Durante visita a Moscou, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu um “cessar-fogo” pragmático na guerra da Ucrânia, alinhando-se à visão de Donald Trump sobre a não adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a permanência da Crimeia sob controle russo.
Amorim afirmou que “não adianta você pensar só na paz ideal se ela não ocorrer nunca”, enfatizando a necessidade de uma “paz possível” que considere os interesses de ambas as partes. Ele destacou que a Europa não poderá apoiar a Ucrânia indefinidamente, pois “não tem condições, não tem dinheiro”. O ex-chanceler também mencionou que a entrada da Ucrânia na Otan é difícil de imaginar e que os russos não aceitariam essa possibilidade.
Visita a Moscou
Na visita, Amorim reencontrou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e foi recebido por Yuri Ushakov, ex-assessor de Putin. Amorim rejeitou críticas sobre a visita de Lula a Moscou, afirmando que “não há custo nenhum” e que o objetivo principal é a paz. Ele argumentou que a paz pode trazer benefícios econômicos, como a exportação de carne para a Rússia, que busca autossuficiência em tempos de guerra.
Amorim também abordou a possibilidade de o Brasil participar de uma força de manutenção da paz na Ucrânia, embora tenha brincado sobre as dificuldades do clima frio para as tropas brasileiras. Ele ressaltou que o encontro entre Lula e Putin teve como foco a comemoração dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, destacando a importância da batalha de Stalingrado na história.
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