Paquistão e Índia estão considerando reduzir os ataques mútuos, mas isso depende da ação do outro lado. O ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, disse que a interrupção dos ataques só acontecerá se a Índia fizer o mesmo. A comandante indiana, Vyomika Singh, também afirmou que a Índia poderia diminuir a tensão, desde que o Paquistão retribuísse. No entanto, a situação é preocupante, pois há relatos de tropas paquistanesas se movendo, o que pode aumentar a escalada do conflito. A crise começou após um ataque terrorista em abril, que matou 26 pessoas, e a Índia responsabilizou um grupo paquistanês. A comunidade internacional está pedindo calma e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, contatou líderes de ambos os países para incentivar a comunicação e evitar erros. A Caxemira, uma região em disputa entre os dois países desde 1947, é o foco principal dessa tensão.
Após um período de intensa tensão, Paquistão e Índia sinalizaram neste sábado, dez de maio, a possibilidade de reduzir os ataques mútuos que ocorrem desde o início da semana. O ministro de Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, condicionou a interrupção dos ataques à reciprocidade da Índia. “Se eles pararem aqui, também consideraremos parar”, afirmou.
A comandante indiana, Vyomika Singh, também indicou que Nova Déli poderia diminuir a tensão, desde que o Paquistão fizesse o mesmo. Contudo, ela expressou preocupação com a movimentação de tropas paquistanesas, que poderia indicar uma intensificação do conflito. A situação entre as duas potências nucleares é monitorada de perto pela comunidade internacional.
Intervenção Internacional
Em uma tentativa de desescalar a crise, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, contatou tanto o chefe do Exército do Paquistão, general Asim Munir, quanto o chanceler da Índia, Subrahmanyam Jaishankar. Rubio pediu que ambos os lados restabelecessem a comunicação direta para evitar erros de cálculo. Jaishankar afirmou que a abordagem da Índia permanece “comedida e responsável”.
A crise teve início em vinte e dois de abril, após um ataque terrorista que resultou na morte de vinte e seis pessoas, a maioria turistas hindus. A Índia atribuiu a responsabilidade ao grupo jihadista Lashkar-e-Taiba, baseado no Paquistão, que Islamabad nega estar envolvido. A Caxemira, região em disputa entre os dois países desde a independência em mil novecentos e quarenta e sete, continua a ser um ponto crítico de conflito.
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