Um cessar-fogo entre Índia e Paquistão na região da Caxemira foi rapidamente quebrado por combates noturnos. Ambos os lados relataram intensas trocas de tiros, mesmo após terem concordado em parar com as ações militares. A trégua foi anunciada após um massacre de turistas que a Índia atribui ao Paquistão, o que Islamabad nega. Autoridades indianas afirmaram que drones foram vistos sobre a Caxemira controlada pela Índia. Moradores de ambas as regiões relataram medo e caos devido aos bombardeios. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi o primeiro a divulgar o acordo, mas a Índia não mencionou seu envolvimento. Os combates ao longo da Linha de Controle têm sido frequentes, com ambos os países se acusando de iniciar os conflitos. Novas conversas entre os comandantes militares estão agendadas para segunda-feira.
Um cessar-fogo entre Índia e Paquistão, destinado a encerrar o conflito na Caxemira, foi rapidamente comprometido por combates noturnos. No dia 11 de maio, moradores de ambos os lados da Linha de Controle relataram intensas trocas de tiros. O acordo de trégua foi firmado no dia anterior, após negociações para conter um dos mais graves confrontos militares entre os dois países em décadas, que se intensificou após um massacre de turistas, atribuído pela Índia ao Paquistão, que nega a acusação.
Como parte do cessar-fogo, os dois países, que possuem armas nucleares, concordaram em interromper imediatamente todas as ações militares. No entanto, horas após o acordo, ambos os lados se acusaram de violações. Autoridades indianas afirmaram que drones foram avistados sobre a Caxemira controlada pela Índia e o estado de Gujarat. Moradores da região de Poonch relataram que os bombardeios recentes causaram grande trauma. Uma estudante universitária descreveu a situação como “totalmente caótica”.
Tensão Persistente
Na Caxemira controlada pelo Paquistão, moradores do Vale de Neelum também relataram trocas de tiros e bombardeios pesados após o início do cessar-fogo. Um residente expressou sua preocupação, afirmando que, apesar da felicidade inicial com o anúncio, a situação continua incerta. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi o primeiro a divulgar o acordo em sua plataforma Truth Social, seguido por confirmações de autoridades indianas e paquistanesas.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, convocou uma reunião com membros do governo e oficiais militares no domingo. Ao contrário do Paquistão, a Índia não mencionou Trump ou os EUA após o anúncio. Desde quarta-feira, os exércitos têm se enfrentado ao longo da Linha de Controle, marcada por cercas de arame farpado e torres de vigilância. Ambos os lados insistem que apenas reagiram às provocações do outro. Novos diálogos militares estão agendados para segunda-feira, 12 de maio.
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