Milhares de pessoas protestaram na Alemanha pedindo a proibição do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), após o serviço de inteligência do país classificá-lo como um grupo extremista. As manifestações ocorreram em mais de 60 cidades, incluindo Berlim, onde a polícia estimou a presença de três mil pessoas. O grupo organizador, Zusammen gegen Rechts, afirmou que a AfD não deve ser tratada como um partido normal e pediu uma análise séria sobre sua proibição. O partido, que obteve 20% dos votos nas últimas eleições, foi classificado pelo BfV como um risco para a democracia, especialmente por suas posturas contra refugiados e migrantes. A AfD, por sua vez, defendeu que essa classificação ataca a liberdade de expressão e criticou a agência de inteligência por violar a Constituição. As tensões políticas aumentaram, especialmente com a reação dos Estados Unidos, que acusaram o governo alemão de tentar silenciar a oposição.
Milhares de pessoas protestaram neste domingo, 11 de maio de 2025, em mais de sessenta cidades da Alemanha, exigindo a proibição do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD). A manifestação foi motivada pela recente classificação do serviço de inteligência alemão (BfV) que rotulou a AfD como um “grupo extremista”.
Em Berlim, a polícia estimou a presença de cerca de três mil manifestantes, enquanto organizadores afirmaram que o número ultrapassou sete mil. O evento, convocado pelo grupo Zusammen gegen Rechts (Juntos Contra a Direita), ocorreu no icônico Portão de Brandemburgo. Os participantes carregavam bandeiras de arco-íris e cartazes com mensagens de repúdio ao fascismo.
A AfD, que obteve 20% dos votos nas últimas eleições, enfrenta crescente pressão política. A classificação do BfV, que foi suspensa temporariamente enquanto o partido recorre na justiça, gerou tensões internas e externas. O novo chefe de Governo, Friedrich Merz, lidera uma coalizão de conservadores e social-democratas em um cenário político conturbado.
Autoridades dos Estados Unidos também se manifestaram, acusando o governo alemão de tentar cercear a oposição. O BfV justificou sua decisão afirmando que a AfD promove uma “compreensão étnica do povo”, desvalorizando grupos populacionais e violando a dignidade humana, especialmente em relação a refugiados e migrantes. Em resposta, líderes da AfD, Alice Weidel e Tino Chrupalla, alegaram que a classificação ataca a liberdade de expressão e a crítica legítima às políticas migratórias.
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