Ding Xueliang, um acadêmico que foi um jovem Guardião Vermelho durante a Revolução Cultural na China, começou a notar semelhanças entre as ações de Donald Trump e os eventos daquela época. Ele participou da Revolução Cultural aos 13 anos, quando Mao Zedong buscava reafirmar seu controle sobre o Partido Comunista. Hoje, Ding observa que, embora haja diferenças significativas entre um presidente eleito e um ditador, existem paralelos, como a erosão das instituições democráticas e o culto à personalidade. Trump tem desmantelado agências governamentais e atacado universidades, enquanto alguns comentaristas na China fazem comparações entre suas ações e as de Mao. Durante a Revolução, Mao incentivou a destruição de velhas ideias e instituições, algo que Ding agora vê refletido nas tentativas de Trump de mudar a política americana. Alguns na China até celebram Trump por suas ações, enquanto outros expressam desilusão com a direção que os EUA estão tomando. A crescente centralização de poder e a falta de liberdade de expressão nos EUA têm lembrado a muitos a era de Mao. Apesar das semelhanças, Ding acredita que a situação atual nos EUA não é tão devastadora quanto a Revolução Cultural, que causou milhões de mortes. Ele sugere que, assim como a China se recuperou após a Revolução, os EUA também podem corrigir seu curso.
Ding Xueliang, acadêmico de política chinesa, refletiu sobre sua experiência como Guardião Vermelho durante a Revolução Cultural e suas implicações na política atual. Ele notou paralelos entre as ações de Donald Trump e a Revolução Cultural, destacando a erosão das instituições democráticas e o surgimento de um culto à personalidade.
Ding, que se tornou um respeitado estudioso em Hong Kong, participou da Revolução Cultural aos treze anos, quando se uniu aos Guardas Vermelhos de Mao Zedong. Ele observa que, embora existam diferenças significativas entre a China de Mao e a democracia americana, há semelhanças preocupantes nas tentativas de Trump de expandir seu poder executivo.
Com a desarticulação de agências federais e ataques a instituições acadêmicas, Trump tem sido comparado a Mao por alguns comentaristas chineses. Eles notam um crescimento do autoritarismo e uma retórica populista que ecoa a era de Mao. Durante a Revolução Cultural, Mao incentivou a destruição de “quatro velhos” para estabelecer um novo sistema, uma estratégia que alguns veem refletida nas ações de Trump.
Além disso, a crescente adoração a Trump entre seus apoiadores lembra a devoção a Mao. Analistas chineses notam que a retórica de Trump, como sua crítica a elites intelectuais e sua busca por apoio popular, se assemelha à de Mao. Zhang Qianfan, professor de direito constitucional, alerta para o que chama de “Revolução Cultural americana”, destacando a semelhança nas estratégias de poder entre os dois líderes.
Enquanto isso, a imagem da América como um “farol de democracia” está sendo questionada por muitos na China, que expressam desilusão com a direção política dos Estados Unidos. A comparação entre Trump e Mao revela uma preocupação crescente sobre a saúde das democracias contemporâneas e o impacto de líderes populistas.
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