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PKK anuncia dissolução e fim de mais de 40 anos de luta armada na Turquia

PKK dissolve-se e encerra luta armada após 40 anos, em resposta a apelo de Abdullah Öcalan; Erdogan vê isso como chance de paz na Turquia.

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O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anunciou sua dissolução e o fim da luta armada após mais de 40 anos de conflito com a Turquia, que resultou em mais de 40 mil mortes. A decisão foi tomada durante um congresso interno e segue um apelo do líder Abdullah Öcalan, que está preso. O PKK afirmou que cumpriu sua missão histórica e que a questão curda pode ser resolvida por meio de políticas democráticas. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, elogiou a decisão como um passo importante para a paz no país, onde os curdos representam cerca de 20% da população. A dissolução do PKK também foi recebida com cautela em Diyarbakir, uma cidade de maioria curda, onde a população expressou desejo de que o processo leve a mudanças reais. O PKK destacou que a paz duradoura depende de ações do Parlamento turco e que medidas devem ser tomadas para garantir a democracia e o estado de direito. A União Europeia considerou o anúncio um passo positivo em direção a uma solução pacífica e pediu que todas as partes trabalhem para isso.

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) anunciou, nesta segunda-feira (12), sua dissolução e o fim de mais de quatro décadas de luta armada contra o Estado turco. O grupo, considerado terrorista pela Turquia e aliados, foi fundado em 1978 por Abdullah Öcalan e iniciou sua insurgência em 1984, visando a criação de um Estado curdo. A decisão foi tomada durante o 12º Congresso do PKK, realizado no norte do Iraque.

O PKK declarou que a dissolução da estrutura organizacional e o término da luta armada são passos para resolver a questão curda por meio de uma política democrática. O líder do PKK, Murat Karayılan, afirmou que o grupo cumpriu sua missão histórica. O anúncio segue um apelo de Öcalan, feito em fevereiro, para que o PKK cessasse as hostilidades e iniciasse conversações.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, celebrou a decisão como um avanço para a paz na Turquia, onde os curdos representam cerca de 20% da população. Ele afirmou que a dissolução do PKK representa uma “nova era” e um passo importante para uma Turquia livre de terror. O porta-voz do partido de Erdogan, Ömer Çelik, destacou que a implementação da decisão pode abrir portas para uma nova era.

Reações e Expectativas

Em Diyarbakir, cidade de maioria curda, a notícia foi recebida com satisfação, mas com cautela. Moradores expressaram desconfiança, lembrando de promessas não cumpridas em processos anteriores. O PKK enfatizou que a paz duradoura depende da responsabilidade do Parlamento turco em garantir direitos democráticos.

A União Europeia considerou o início de um processo de paz confiável como um passo positivo. O presidente do partido opositor CHP, Özgür Özel, destacou a necessidade de medidas para institucionalizar a democracia e o estado de direito como garantias para a paz social. A expectativa é que o governo turco tome ações concretas para garantir os direitos dos curdos e a reintegração dos membros do PKK.

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