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Eric Kurlander analisa o papel do ocultismo e mitologia no nazismo em novo livro

Líderes autoritários exploram ocultismo e teorias conspiratórias, revelando vulnerabilidades de setores semi-educados, alerta Eric Kurlander.

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Eric Kurlander, historiador americano, afirma que o crescimento de líderes autoritários como Trump, Putin e Bolsonaro é mais do que uma simples mudança para a direita. Ele destaca que esses líderes usam mitologia, ocultismo e teorias da conspiração em suas políticas, algo que não é novo. Em seu livro “Os Monstros de Hitler”, Kurlander explora como o nazismo foi influenciado por ideias místicas e esotéricas, que surgiram como resposta à modernidade no século 19. Ele identifica três pilares desse “imaginário sobrenatural”: o ocultismo, as religiões alternativas e a chamada “ciência de fronteira”. Essas ideias atraíram pessoas frustradas com a complexidade da vida moderna, especialmente entre aqueles que não tinham formação científica. Kurlander observa que muitos líderes nazistas, como Heinrich Himmler, eram adeptos dessas crenças. Ele também menciona que a liberação de arquivos sobre teorias da conspiração por Trump foi um gesto simbólico para agradar seus apoiadores. Apesar de seu ceticismo, Kurlander espera que um novo iluminismo possa surgir para combater essas ideias que sempre retornam.

O historiador americano Eric Kurlander, em seu livro “Os Monstros de Hitler”, analisa a influência do ocultismo e das teorias conspiratórias no nazismo. Ele argumenta que o avanço de líderes autoritários, como Donald Trump e Jair Bolsonaro, reflete um descontentamento com a modernidade e as instituições liberais.

Kurlander destaca que o “imaginário sobrenatural” foi fundamental para o regime nazista. Esse conceito, que emergiu no século dezenove, inclui três pilares: ocultismo, religiões alternativas e o que ele chama de “ciência de fronteira”. Essas ideias, segundo o autor, foram utilizadas por líderes autoritários para criar narrativas sedutoras para aqueles insatisfeitos com a complexidade da modernidade.

A Primeira Guerra Mundial intensificou o interesse por essas ideologias. Kurlander observa que muitos que antes eram marginalmente interessados passaram a buscar essas crenças em meio à crise. O líder da SS, Heinrich Himmler, é citado como um exemplo de como essas ideias estavam enraizadas no nazismo, sendo um dos principais promotores do ocultismo e da mitologia.

Kurlander também revela que essas crenças não eram exclusivas de fanáticos. Elas eram populares entre setores da pequena burguesia urbana, como advogados e engenheiros, que se sentiam alienados pelo materialismo. Ele identifica esses grupos como “semi-educados”, vulneráveis ao apelo de soluções simples e líderes carismáticos.

O autor menciona ações contemporâneas, como a liberação de arquivos sobre o assassinato de Kennedy por Trump, como um gesto simbólico para atrair eleitores conspiracionistas. Kurlander expressa ceticismo sobre o futuro, mas espera que um novo iluminismo possa surgir, alertando que ideias conspiratórias tendem a retornar a cada geração.

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