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Túnez intensifica repressão política com longas penas para opositores e dissidentes

Repressão política em Túnez atinge níveis alarmantes, com mais de cem opositores condenados em processos sem provas desde 2021.

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Túnez está passando por um momento difícil, com mais de cem opositores do governo condenados a longas penas de prisão nos últimos meses. Isso lembra os tempos de repressão da antiga ditadura, que terminou em 2011. O ex-primeiro-ministro Alí Larayedh, por exemplo, foi sentenciado a 34 anos de prisão em um julgamento considerado injusto. Desde que o presidente Kais Said assumiu o poder de forma autocrática em 2021, muitos críticos, incluindo políticos, jornalistas e intelectuais, foram perseguidos ou forçados ao exílio. As acusações contra eles variam, mas geralmente não têm provas concretas. Um caso notável é o de Sonia Dahmani, que foi presa por criticar o governo em uma entrevista. Outros opositores, como Jayam Turki Zaragoza, foram condenados por organizar reuniões para discutir alternativas democráticas. Apesar das preocupações expressas por países europeus, a situação em Túnez não parece melhorar, e as condenações estão minando a esperança de uma democracia no país.

Túnez enfrenta um aumento alarmante na repressão política, com mais de cem opositores condenados a longas penas de prisão nos últimos meses. O ex-primeiro-ministro Alí Larayedh, por exemplo, recebeu uma sentença de 34 anos de prisão em um processo considerado injusto. Desde que o presidente Kais Said assumiu o poder de forma autocrática em 2021, o ambiente político se deteriorou drasticamente.

A repressão atinge líderes de diversas correntes políticas, incluindo islamistas e laicos. Muitos foram presos ou forçados ao exílio após serem perseguidos por suas críticas ao governo. Bassam Khawaja, da Human Rights Watch, destaca que a situação atual é comparável aos piores anos da ditadura de Zin el Abidín Ben Alí, que foi deposto em 2011.

Larayedh, que governou entre 2013 e 2014, foi acusado de facilitar a saída de radicais salafistas para o combate no exterior. Sua defesa argumenta que não há provas concretas contra ele. O partido islamista Ennahda, que obteve 40,7% dos votos nas eleições de 2019, está agora proscrito, com seus líderes enfrentando severas condenações.

Recentemente, um tribunal antiterrorista condenou 40 opositores a penas que chegam a 66 anos. As acusações incluem conspiração contra a segurança do Estado, mas defensores e organizações internacionais apontam a falta de evidências sólidas. A comentarista política Sonia Dahmani, por exemplo, cumpre 18 meses de prisão por criticar a gestão de Said em um programa de televisão.

A Comissão Europeia, enquanto isso, considera incluir Túnez na lista de países de “origem seguro”, o que poderia limitar as opções de asilo para seus cidadãos. Apesar das condenações, as reações internacionais têm sido tímidas, com diplomacias como a da França e Alemanha expressando preocupação, mas sem ações concretas.

Os processos judiciais em curso refletem um retrocesso significativo na justiça e na democracia em Túnez. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, classificou os julgamentos como um retrocesso. A repressão atual ameaça os avanços conquistados durante a Primavera Árabe, que começou em 2010.

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