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Morte de trabalhadores migrantes em construção gera alerta para Copa de 2034 na Arábia Saudita

Grupos de direitos humanos alertam para aumento de mortes de trabalhadores migrantes na Arábia Saudita, enquanto se prepara para a Copa de 2034.

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Grupos de direitos humanos estão alertando sobre um aumento nas mortes de trabalhadores migrantes na Arábia Saudita, que se prepara para a Copa do Mundo de 2034. Relatórios de organizações como Human Rights Watch mostram que muitos trabalhadores estão morrendo em acidentes de trabalho que poderiam ser evitados, e suas mortes muitas vezes são registradas como causas naturais, sem que suas famílias recebam compensação. A Arábia Saudita está construindo infraestrutura para o evento, incluindo estádios e hotéis, mas as condições de trabalho são preocupantes. Um trabalhador já morreu em um acidente relacionado à construção de um estádio. Embora o governo saudita tenha afirmado que houve melhorias na segurança no trabalho, sindicatos de trabalhadores afirmam que os acidentes estão aumentando devido à negligência e falta de supervisão. Além disso, as autoridades de saúde raramente realizam autópsias para determinar a causa das mortes. A FIFA, que está envolvida na organização do evento, disse que planeja criar um sistema de proteção para os trabalhadores, mas não forneceu detalhes sobre como isso funcionará. Grupos de direitos humanos pedem que todas as mortes de trabalhadores migrantes sejam investigadas adequadamente e que suas famílias sejam tratadas com dignidade e recebam compensação justa.

Grupos de direitos humanos alertam para aumento de mortes de trabalhadores migrantes na Arábia Saudita, que se prepara para a Copa do Mundo de 2034. Relatórios da Human Rights Watch e da FairSquare indicam que muitos acidentes de trabalho são classificados erroneamente como causas naturais, resultando em falta de compensação para as famílias das vítimas.

Minky Worden, diretora de Iniciativas Globais da Human Rights Watch, destacou que a Copa de 2034 será a mais cara da história, mas pode ter um alto custo em vidas humanas. Milhões de trabalhadores migrantes estão envolvidos na construção de infraestrutura, incluindo novos estádios e uma rede de transporte.

A visita recente do presidente da FIFA, Gianni Infantino, à Arábia Saudita, junto com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorreu em um fórum de investimento. A FIFA afirma ter um compromisso com a proteção dos direitos humanos, mas a Human Rights Watch critica a entidade por não ter aprendido com as mortes de trabalhadores migrantes durante a Copa de 2022 no Catar.

Dados sobre mortes de migrantes são escassos na Arábia Saudita, onde grupos de direitos humanos enfrentam limitações de acesso. A Human Rights Watch entrevistou famílias de trinta e um trabalhadores de Bangladesh, Índia e Nepal que morreram em acidentes de trabalho. O calor extremo também é uma preocupação, com o aumento das atividades de construção.

Ambet Yuson, secretário-geral da BWI, sindicato global de trabalhadores da construção, afirmou que houve um aumento alarmante de acidentes evitáveis, resultado de negligência e falta de supervisão. A FairSquare revelou que as autoridades médicas sauditas raramente realizam autópsias para determinar as causas exatas das mortes.

A FIFA anunciou planos para um sistema de bem-estar dos trabalhadores, mas a Human Rights Watch pediu que todas as mortes de migrantes sejam investigadas adequadamente e que as famílias recebam compensação justa. A BBC solicitou comentários das autoridades sauditas sobre a situação.

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