Fatima Hazzouri voltou para Homs, na Síria, após 13 anos de guerra que a forçou a deixar sua cidade. Ela faz parte de um grupo de 124 famílias que retornaram, recebendo uma calorosa recepção com música e dança. A guerra, que começou em 2011 e terminou em 2024 com a vitória dos rebeldes, deslocou milhões de sírios, e muitos não têm onde voltar. A recente decisão dos EUA de suspender sanções traz esperança para a reconstrução do país. Fatima e sua família enfrentam a realidade de uma cidade devastada, onde seu antigo lar foi destruído. Eles estão morando em um apartamento alugado enquanto tentam recuperar sua antiga casa. A falta de empregos é um grande desafio, e muitos retornados ainda dependem de ajuda. Outros, como Yasir al-Nagdali, que voltou antes, conseguiram fazer pequenas reformas em suas casas, mas a maioria ainda vive em condições difíceis. A cidade de Homs, que sofreu intensos combates, ainda carece de serviços básicos e infraestrutura. Apesar das dificuldades, há um sentimento de esperança entre os que retornam, mas a reconstrução exigirá muito tempo e recursos. Fatima, mesmo sem saber como irá reconstruir sua vida, celebra seu retorno após tantos anos.
Após treze anos de guerra civil, Fatima Hazzouri e outras famílias retornam a Homs, na Síria. A cidade, devastada pelo conflito, recebe os deslocados com uma nova esperança após a suspensão das sanções dos Estados Unidos. A decisão do governo americano abre possibilidades para a reconstrução do país.
Fatima, parte de um grupo de 124 famílias, chegou em um ônibus repleto de mulheres e crianças. A recepção foi calorosa, com músicos e dançarinos celebrando o retorno. Desde 2011, mais de sete milhões de sírios foram deslocados internamente, enquanto outros seis milhões fugiram para o exterior. A guerra, que culminou com a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, deixou Homs em ruínas.
A situação em Homs é crítica. Fatima e sua família enfrentam a realidade de um lar destruído. Em 2012, sua casa foi atingida por dois foguetes, e agora apenas dois cômodos são habitáveis. A falta de empregos é uma preocupação constante, e seu genro, Abdulrazaq, não sabe se conseguirá trabalho na cidade. “Não sei o que será do nosso futuro”, afirmou.
A nova administração, liderada pelo grupo rebelde Hayat Tahrir al-Sham (HTS), enfrenta o desafio de reconstruir o país. Três milhões de casas foram destruídas e serviços essenciais são escassos. A eletricidade é limitada a poucas horas diárias. Apesar disso, a suspensão das sanções permite que a Síria retorne ao sistema bancário internacional, o que pode ajudar na recuperação econômica.
A pobreza é alarmante. A ONU estima que noventa por cento da população síria vive abaixo da linha da pobreza, com menos de R$ 10,00 por dia. Fatima, ao visitar sua antiga casa, se depara com a necessidade de R$ 30 mil para reparos básicos. Mesmo assim, ela celebra seu retorno após tantos anos.
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