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Rússia é acusada de bombardear hotéis para silenciar jornalistas na Ucrânia

Rússia bombardeia hotéis com jornalistas na Ucrânia, configurando crimes de guerra, segundo relatório da RSF e Truth Hounds.

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As organizações Repórteres Sem Fronteiras e Truth Hounds denunciaram que a Rússia está atacando hotéis onde jornalistas estão hospedados na Ucrânia, o que é considerado uma estratégia para silenciá-los. Entre fevereiro de 2022 e março de 2025, foram registrados 31 ataques a 25 hotéis, principalmente em áreas próximas ao front, como Kharkiv, Donetsk, Dnipro, Odessa e Kiev. Esses ataques, que ocorreram em sua maioria à noite, são vistos como crimes de guerra, já que apenas um dos hotéis tinha sido usado pelo Exército. Os mísseis usados são conhecidos por sua precisão, indicando que os alvos foram escolhidos de forma intencional. As organizações afirmam que esses bombardeios visam diminuir a cobertura da guerra e violam o direito internacional. Desde o início da invasão, 13 jornalistas foram mortos na Ucrânia, incluindo um britânico em um ataque a um hotel em 2024. A Ucrânia e a Rússia ocupam, respectivamente, a 62ª e a 171ª posição no índice de liberdade de imprensa de 2025.

Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e Truth Hounds denunciaram, nesta sexta-feira (16), uma “estratégia deliberada” da Rússia para silenciar jornalistas, bombardeando hotéis na Ucrânia onde eles estão hospedados. Os ataques, que configuram crimes de guerra, totalizaram 31 incidentes registrados entre fevereiro de 2022 e março de 2025.

O relatório das organizações revela que os bombardeios atingiram 25 hotéis em regiões próximas à linha de frente, como Kharkiv, Donetsk, Dnipro, Odessa e Kiev. Os estabelecimentos abrigavam civis e 25 jornalistas. Apenas um dos hotéis havia sido utilizado pelo Exército, conforme afirmaram as ONGs.

A maioria dos ataques ocorreu à noite, quando os hotéis estavam mais cheios. Pelo menos quinze deles foram realizados com mísseis russos Iskander 9K720, conhecidos por sua precisão. O relatório destaca que os bombardeios foram metódicos e coordenados, desmentindo alegações do Kremlin de que os alvos eram bases militares e mercenários.

Violação do Direito Internacional

Pauline Maufrais, representante da RSF na Ucrânia, afirmou que os ataques à infraestrutura civil violam o direito internacional humanitário. Ela pediu que os responsáveis sejam levados à justiça. Desde o início da invasão, treze jornalistas foram mortos, incluindo doze em território ucraniano. Um dos casos mais notáveis foi o do jornalista britânico Ryan Evans, que morreu em agosto de 2024 após um ataque ao hotel Sapphire em Kramatorsk.

No índice de liberdade de imprensa de 2025, a Ucrânia ocupa a 62ª posição, enquanto a Rússia está em 171ª entre 180 países. As ONGs continuam a monitorar a situação, ressaltando a importância da proteção à liberdade de imprensa em tempos de conflito.

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