As negociações entre Rússia e Ucrânia em Istambul terminaram sem um acordo de cessar-fogo, após cerca de duas horas de reunião. A Ucrânia acusou a Rússia de fazer exigências inaceitáveis, como a retirada de tropas ucranianas de áreas em disputa. Apesar disso, as delegações concordaram com a maior troca de prisioneiros desde o início da guerra, com 1.000 prisioneiros de cada lado. O chanceler turco mediou as conversas, mas a delegação russa foi considerada de baixo nível, o que levou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a cancelar sua participação. Ele criticou a Rússia por não levar as negociações a sério. A situação continua tensa, com a Ucrânia buscando garantias de segurança e a Rússia exigindo que a Ucrânia abandone sua adesão à Otan.
As negociações entre Rússia e Ucrânia, mediadas pela Turquia, ocorreram nesta sexta-feira, 16, em Istambul. O encontro, que durou cerca de duas horas, resultou na maior troca de prisioneiros desde o início da guerra, mas não avançou em um cessar-fogo.
Delegações de ambos os países concordaram em trocar mil prisioneiros por mil. O ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, confirmou que a troca ocorrerá em breve, embora a data não tenha sido divulgada. Apesar desse consenso, a Ucrânia acusou a Rússia de impor condições inaceitáveis, como a retirada de tropas ucranianas de áreas em disputa, o que foi considerado um obstáculo para as negociações.
A reunião foi mediada pelo chanceler turco Hakan Fidan e contou com a presença de representantes dos Estados Unidos, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio. A delegação russa foi liderada por Vladimir Medinski, ex-ministro da Cultura, enquanto a Ucrânia foi representada por altos funcionários do governo, incluindo o chefe do gabinete do presidente Volodymyr Zelensky.
Zelensky criticou a delegação russa, chamando-a de “pura fachada”. Ele expressou descontentamento com a ausência de Putin, que não compareceu ao encontro, e afirmou que a Rússia não leva as negociações a sério. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, respondeu às críticas, chamando Zelensky de “palhaço”.
As posições entre os dois países permanecem distantes. A Rússia exige que a Ucrânia abandone seu plano de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e reconheça a anexação de territórios, enquanto a Ucrânia busca garantias de segurança do Ocidente e a retirada total das tropas russas, que ocupam cerca de 20% de seu território.
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