Três professores da Universidade Yale decidiram se mudar para o Canadá como protesto contra o autoritarismo nos Estados Unidos. Eles gravaram um vídeo no New York Times, alertando sobre os perigos que o país enfrenta. Jason Stanley, autor de um livro sobre fascismo, afirmou que quer trabalhar sem medo de represálias. Marci Shore, historiadora, mencionou que é importante sair antes que seja tarde demais. Timothy Snyder, outro historiador, disse que sua mudança não foi uma fuga de Trump, mas que sair agora é uma decisão razoável. O vídeo gerou críticas, com leitores chamando a atitude de egoísta e irresponsável, questionando por que os professores não ficam e lutam pela democracia. Alguns argumentaram que essa visão fatalista sobre a política atual impede uma compreensão mais profunda das razões pelas quais movimentos de direita ganham apoio. A comparação entre o fascismo histórico e a direita contemporânea pode simplificar demais a situação, levando a uma visão de que não há espaço para negociação ou compreensão, apenas combate ou fuga.
Três professores da Universidade Yale, especialistas em autoritarismo, anunciaram sua mudança para o Canadá como protesto contra o que consideram uma ascensão do autoritarismo nos Estados Unidos. O anúncio foi feito em um vídeo publicado no New York Times na última quarta-feira.
Os professores Jason Stanley, Marci Shore e Timothy Snyder expressaram preocupações sobre o futuro democrático do país. Stanley, autor de “Como funciona o fascismo”, afirmou que a mudança visa permitir que ele trabalhe sem medo de represálias. Shore, historiadora do Leste Europeu, citou a ascensão do nazismo em 1933 como um alerta, afirmando que é melhor sair antes que seja tarde demais.
Snyder, que já havia se mudado antes da presidência de Joe Biden, considerou a decisão “razoável” no atual contexto político. O vídeo gerou reações negativas de leitores, que criticaram a atitude como egoísta e irresponsável. Um leitor questionou se a mudança não seria uma capitulação, enquanto outro expressou desânimo ao ver acadêmicos de elite optando por deixar o país em vez de lutar pela democracia.
As críticas refletem um debate mais amplo sobre a responsabilidade dos intelectuais em tempos de crise. A comparação entre o fascismo histórico e o autoritarismo contemporâneo é complexa. Embora existam paralelos, como o desprezo pelas instituições democráticas, também há diferenças significativas que devem ser consideradas. A análise apressada pode desmobilizar a luta política, transformando a resistência em um mero embate ou fuga.
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