Joel Anyaegbu, um consultor de jogos da Nigéria, teve seu pedido de visto Schengen negado duas vezes, mesmo após enviar documentos adicionais, como extratos bancários e comprovantes de propriedade. Ele se sentiu humilhado e teve que cancelar compromissos importantes. Em 2024, mais de 50 mil pedidos de visto foram rejeitados na Nigéria, resultando em perdas financeiras significativas, com os nigerianos perdendo cerca de 4,5 milhões de euros em taxas de visto. A análise mostra que países africanos enfrentam altas taxas de rejeição, com até 50% de pedidos negados em lugares como Gana e Senegal. A fundadora do LAGO Collective, Marta Foresti, afirma que isso revela discriminação no processo de concessão de vistos. Embora a Comissão Europeia diga que cada pedido é avaliado individualmente, muitos africanos relatam decisões inconsistentes. Jean Mboulé, um camaronês, teve seu visto negado enquanto sua esposa, com passaporte sul-africano, foi aprovada, levando-o a processar a embaixada francesa e vencer. Muitos africanos não contestam as negativas, preferindo reaplicar e perder mais dinheiro. Além disso, as taxas de visto aumentaram, tornando mais difícil para os solicitantes mais pobres. Apesar de alguns acreditarem que as taxas de rejeição são menores do que se pensava, a realidade é que muitos enfrentam barreiras semelhantes ao tentar viajar para países ocidentais.
Altas taxas de rejeição de vistos Schengen impactam africanos em 2024
Em 2024, 50.376 pedidos de visto Schengen foram rejeitados na Nigéria, representando quase metade das solicitações. Essa situação gerou perdas financeiras significativas, com os nigerianos perdendo mais de 4,5 milhões de euros (cerca de R$ 25 milhões) em taxas de visto. A análise do LAGO Collective revela que a discriminação e o viés estão presentes no processo de concessão de vistos.
Joel Anyaegbu, um consultor de jogos de 32 anos, teve seu pedido negado duas vezes, mesmo após enviar documentação adicional. A justificativa da embaixada espanhola foi que as informações sobre o propósito da viagem não eram confiáveis. Anyaegbu expressou sua frustração, afirmando que a negativa o levou a cancelar compromissos importantes.
A análise do LAGO Collective indica que os países africanos enfrentam as maiores taxas de recusa, com rejeições variando de 40% a 50% em nações como Gana e Senegal. Marta Foresti, fundadora da organização, destacou que “os países mais pobres pagam os mais ricos por não obter vistos”, evidenciando um padrão de discriminação.
Disparidades no processo de concessão
A Comissão Europeia afirmou que cada pedido é avaliado individualmente, considerando o propósito da viagem e a intenção de retorno do solicitante. No entanto, muitos africanos relatam decisões inconsistentes. Jean Mboulé, um camaronês, teve seu pedido negado enquanto sua esposa, com passaporte sul-africano, foi aprovada, apesar de não ter renda.
Mboulé contestou a decisão na justiça francesa e venceu, obrigando a embaixada a conceder seu visto. Ele ressaltou que muitos africanos não contestam as negativas, optando por reaplicar e incorrendo em mais custos. A situação é agravada pelo aumento das taxas de visto, que subiram de 80 para 90 euros em julho de 2024.
Impacto financeiro e apelos por justiça
O custo das negativas de visto é alarmante. Em 2024, as taxas de vistos rejeitados na África totalizaram 60 milhões de euros (aproximadamente R$ 335 milhões). Além disso, as taxas de visto do Reino Unido também aumentaram, com um custo adicional de £ 50,7 milhões (cerca de R$ 300 milhões) em pedidos negados.
A Comissão Europeia não comenta casos individuais, mas permite que os solicitantes recorram de decisões negativas. Apesar das dificuldades, muitos africanos continuam a buscar oportunidades na Europa, enfrentando um sistema que frequentemente os marginaliza.
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