Recentemente, Donald Trump recebeu o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, na Casa Branca. Durante a reunião, Trump mostrou um vídeo que falava sobre um suposto “genocídio de brancos” na África do Sul, usando imagens de Julius Malema, um líder conhecido por suas declarações polêmicas e pela canção “Dubul’ ibhunu”, que pede violência contra fazendeiros brancos. Ramaphosa respondeu que a maioria das vítimas de violência no país são negras e que a África do Sul é uma democracia com várias partes. Ele também mencionou uma reforma agrária que busca diminuir desigualdades, mas não visa perseguir a minoria branca. Essa reforma tem gerado controvérsia, especialmente após Trump ter dado status de refugiados a sul-africanos brancos e criticado a política de expropriação de terras sem compensação. Malema, por sua vez, criticou ambos os líderes nas redes sociais, reafirmando seu compromisso com a reforma agrária.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, na Casa Branca. O encontro, que deveria ser um momento de cooperação, tornou-se tenso quando Trump exibiu um vídeo alegando um “genocídio de brancos” na África do Sul. O vídeo incluía imagens do líder extremista Julius Malema, que é conhecido por entoar a canção “Dubul’ ibhunu”, que clama por violência contra fazendeiros brancos.
A canção “Dubul’ ibhunu”, que significa “matem o bôer, matem o fazendeiro”, surgiu durante o Apartheid como um grito de protesto contra a opressão racial. Embora estudiosos afirmem que a música deve ser vista como uma crítica ao regime de segregação, sua interpretação é controversa. Em 2010, a Justiça sul-africana decidiu que a canção promovia discurso de ódio, mas, em 2022, a Corte Superior de Joanesburgo reverteu essa decisão, defendendo a liberdade de expressão.
Durante a reunião, Trump questionou Ramaphosa sobre a falta de ação contra Malema, que foi expulso do Congresso Nacional Africano (ANC) por suas declarações polêmicas. Ramaphosa, por sua vez, destacou que a maioria das vítimas de violência na África do Sul são negras e que o país possui uma democracia multipartidária. Ele também se referiu à reforma agrária aprovada em janeiro, que visa reduzir desigualdades, mas que não representa uma perseguição à minoria branca.
A reforma agrária tem sido um ponto de discórdia, especialmente após Trump ter concedido status de refugiados a cerca de 60 sul-africanos brancos. O presidente dos EUA já havia expressado descontentamento com a política de expropriação de terras sem compensação, que é uma das bandeiras do governo Ramaphosa. Em resposta, Malema criticou ambos os líderes em suas redes sociais, afirmando que não comprometerá seus princípios políticos em relação à reforma agrária.
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