Soldados israelenses e ex-prisioneiros palestinos afirmaram que o uso de palestinos como escudos humanos pelas Forças Armadas de Israel é uma prática comum na Faixa de Gaza. Essa conduta é considerada um crime de guerra pela Convenção de Genebra e já foi proibida por uma decisão da Justiça israelense. Os relatos indicam que os militares usam prisioneiros palestinos vestidos com uniformes e capacetes para verificar áreas de risco em busca de explosivos ou combatentes do Hamas. O Exército israelense negou as acusações, afirmando que essa prática é proibida e que investigações estão em andamento, mas há indícios de que ordens para essa ação vêm de altos comandos militares. Um soldado anônimo contou que seu batalhão usava prisioneiros para localizar armadilhas antes de entrar em áreas perigosas. Um palestino entrevistado relatou que, durante 17 dias, só estava livre de algemas e venda nos olhos quando era usado como escudo humano, recebendo ameaças de morte se não obedecesse. Grupos de direitos humanos já denunciaram essa prática há anos, e uma decisão da Suprema Corte em 2005 a proibiu. Soldados mencionaram que o termo “mosquito” é usado como código para esses escudos humanos, e um comandante sugeriu que seus subordinados “pegassem um mosquito na rua”. Essa prática é vista como uma forma de economizar munição e acelerar operações, mas já resultou na morte de pelo menos um escudo humano confundido com um membro do Hamas.
Soldados israelenses e ex-prisioneiros palestinos relataram à agência de notícias Associated Press (AP) que o uso de palestinos como escudos humanos pelas Forças Armadas de Israel é uma prática sistemática na Faixa de Gaza. A denúncia, publicada neste sábado (24), aponta que essa conduta é considerada um crime de guerra de acordo com a Convenção de Genebra e foi proibida por uma decisão da Justiça israelense.
Os relatos indicam que os militares frequentemente vestem prisioneiros palestinos com uniformes e capacetes equipados com câmeras, enviando-os para verificar a presença de explosivos ou combatentes do Hamas em áreas de risco. Segundo os soldados entrevistados, essa prática se tornou comum na Faixa de Gaza e começou a ser observada também na Cisjordânia, onde as operações militares israelenses se intensificaram.
Em resposta às acusações, o Exército israelense afirmou que o uso de escudos humanos é proibido e que investigações sobre casos específicos estão em andamento. Contudo, a AP apurou que ordens para essa prática muitas vezes partem de altos comandos militares. Um soldado, que pediu anonimato, revelou que, em um determinado momento, todo o batalhão utilizava prisioneiros palestinos para localizar armadilhas antes de entrar em áreas perigosas.
Acusações e Consequências
Um dos palestinos entrevistados pela AP relatou que, durante 17 dias, o único momento em que não estava algemado e com os olhos vendados era quando era usado como escudo humano. Ele afirmou que recebeu ameaças de morte caso não obedecesse às ordens dos soldados. Grupos de direitos humanos em Israel têm denunciado essa prática há décadas, e uma decisão da Suprema Corte em 2005 já havia proibido o uso de escudos humanos.
Soldados mencionaram que o termo “mosquito” é utilizado como código para referir-se a esses escudos humanos. Um comandante de brigada teria sugerido que seus subordinados “pegassem um mosquito na rua”, uma expressão que se tornou amplamente compreendida entre as tropas. Além disso, a prática é vista como uma forma de economizar munição e acelerar operações, embora tenha resultado na morte de pelo menos um escudo humano, confundido com um membro do Hamas por soldados de outra unidade.
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