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Desavenças dinásticas marcam ritos funerais e cerimônias de entronização na Europa

Tensões familiares marcam a disputa pela sucessão da Casa de Saboia, com Emanuele Filiberto planejando abdicar em favor da filha.

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O Vaticano teve dificuldades em organizar rituais funerários e cerimônias de entronização, especialmente envolvendo a nobreza europeia e pretendentes ao trono italiano, que foi abolido em 1946. Recentemente, Emanuele Filiberto de Saboia anunciou que pretende abdicar em favor de sua filha, a princesa Vittoria, e aboliu a Lei Sálica que impedia mulheres de reinar, embora ainda não tenha renunciado formalmente ao título. Seu principal rival, Aimone de Saboia-Aosta, também disputa direitos de sucessão, alegando que Emanuele não tem legitimidade devido a questões familiares. Aimone, que vive em Moscou e é bem visto entre os monarquistas italianos, tem uma boa relação com Emanuele, mas eles divergem em questões legais sobre as joias da família. Além deles, há disputas entre os descendentes da Casa Real das Duas Sicílias, com Pedro de Bourbon-Duas Sicílias e Carlos de Bourbon-Duas Sicílias em conflito sobre quem é o legítimo herdeiro. Pedro, que vive na Espanha, mantém um perfil discreto, enquanto Carlos, que reside em Mônaco, busca modificar as regras de sucessão para incluir sua filha. As tensões familiares continuam a afetar as relações entre os dois.

O Vaticano enfrenta novos desafios diplomáticos em meio a disputas de sucessão entre pretendentes ao trono italiano. Emanuele Filiberto de Saboia anunciou sua intenção de abdicar em favor da filha, a princesa Vittoria. A decisão ocorre em um contexto de tensões familiares e legais, especialmente entre os membros da Casa de Saboia.

Recentemente, durante os rituais funerários do papa Francisco e a cerimônia de entronização do papa Leão 14, a presença de nobres europeus e pretendentes ao trono italiano foi notável. Quatro pretendentes ao trono, cuja monarquia foi abolida em mil novecentos e quarenta e seis, foram separados em duplas durante os eventos, conforme noticiado pelo jornal La Nación.

Emanuele, conhecido como príncipe midiático, é filho de Vittorio Emanuele, que se casou com uma plebeia, resultando em um histórico conturbado. Ele viveu no exílio e, após a morte do pai, tornou-se o herdeiro oficial da Casa de Saboia. A abdicação de Emanuele, que aboliu a Lei Sálica, permitiria que sua filha herdasse o título. No entanto, ele ainda não formalizou a renúncia.

Disputas de Sucessão

Aimone de Saboia-Aosta, duque de Aosta e rival de Emanuele, também reivindica direitos de sucessão. Aimone é filho de Amadeo de Saboia e tem uma boa aceitação entre os monarquistas italianos. Ele reside em Moscou e é CEO da Pirelli na Rússia. As disputas entre os dois se intensificam, especialmente em relação às joias da família, que Emanuele considera propriedades privadas, enquanto Aimone defende que devem permanecer com a República.

Além disso, a Casa Real das Duas Sicílias enfrenta sua própria crise de sucessão. Pedro de Bourbon-Duas Sicílias e Carlos de Bourbon-Duas Sicílias disputam a legitimidade de seus direitos ao trono, com tensões familiares que se arrastam há décadas. Ambos têm suas reivindicações reconhecidas por instituições espanholas, mas a falta de consenso entre os descendentes complica ainda mais a situação.

Esses conflitos refletem não apenas a luta por títulos, mas também a complexidade das relações familiares entre as casas reais da Europa. O futuro da nobreza italiana continua incerto, enquanto as disputas de sucessão se intensificam.

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