A tensão entre Índia e Paquistão aumentou após ataques aéreos indianos em resposta a um ataque terrorista em Pahalgam, que deixou 26 mortos. Durante os conflitos na região de Poonch, Mohammad Iqbal, um professor de madraça, foi morto em um shelling. A mídia o rotulou injustamente como terrorista, o que gerou revolta na família. Seu irmão, Farooq Ahmed, criticou a cobertura sensacionalista, afirmando que a desinformação se espalhou rapidamente. Durante quatro dias de hostilidades, 16 pessoas morreram, enquanto o Paquistão alegou 40 mortes civis, mas esses números são questionados. A desinformação incluiu falsas alegações sobre a destruição do porto de Karachi e vídeos manipulados. A polícia de Poonch desmentiu as acusações contra Iqbal, afirmando que ele era respeitado na comunidade e prometeu agir contra quem espalhar notícias falsas. Iqbal deixou duas esposas e oito filhos, e a compensação do governo é vista como insuficiente para sustentar a família. A dor da família é agravada pela percepção errada de que Iqbal era um terrorista.
Tensão entre Índia e Paquistão aumenta após ataques aéreos
A tensão entre Índia e Paquistão se intensificou após ataques aéreos indianos em resposta a um ataque terrorista em Pahalgam, que resultou na morte de 26 pessoas. O conflito militar culminou em shelling na região de Poonch, onde Mohammad Iqbal, professor de uma madraça, foi morto em 7 de maio.
Iqbal, que trabalhava há mais de duas décadas na Zia-ul-Uloom, foi erroneamente rotulado como terrorista pela mídia. Farooq Ahmed, seu irmão, expressou indignação ao afirmar que a cobertura sensacionalista agravou a dor da família. “Eles viram sua barba e skullcap e o chamaram de terrorista”, disse Ahmed, ressaltando que a desinformação se espalhou rapidamente.
Dados do conflito indicam que 16 pessoas, incluindo Iqbal, foram mortas durante os quatro dias de hostilidades. O Paquistão alegou 40 mortes civis, mas a veracidade desses números é contestada. A relação entre os dois países, marcada por décadas de tensão, se agravou com a disseminação de informações falsas nas redes sociais e na mídia.
A desinformação incluiu alegações de que a Índia havia destruído o porto de Karachi e um vídeo gerado por inteligência artificial sobre a perda de aeronaves paquistanesas. Manisha Pande, editora da Newslaundry, criticou a cobertura irresponsável e jingoísta, afirmando que a intensidade da desinformação foi sem precedentes.
Após a morte de Iqbal, a polícia de Poonch emitiu um comunicado desmentindo as alegações de que ele era um terrorista. “Ele era uma figura respeitada na comunidade”, afirmou a polícia, que também anunciou que tomaria medidas legais contra quem propagasse notícias falsas. No entanto, para a família de Iqbal, a retificação chegou tarde demais, já que a desinformação havia alcançado milhões.
Iqbal deixou duas esposas e oito filhos, sendo o único provedor da família. A compensação do governo, embora significativa, é vista como insuficiente para garantir a sobrevivência da família a longo prazo. Ahmed lamenta que muitos ainda vejam seu irmão como um terrorista, dificultando a compreensão de sua dor.
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