A China foi identificada como o país que mais executa pessoas no mundo em 2024, com milhares de condenações à morte, segundo a Anistia Internacional. O total de execuções globais aumentou 32%, chegando a 1.518, sem contar as da China, Coreia do Norte e Vietnã, onde os dados são secretos. O relatório destaca que a China utiliza a pena de morte, especialmente para crimes relacionados a drogas, e é acusada de executar minorias religiosas. O Irã e a Arábia Saudita também se destacam, com o Irã executando 972 pessoas, representando quase dois terços das execuções conhecidas. A Arábia Saudita registrou 345 execuções, mais que o dobro do ano anterior. Apesar do aumento nas execuções, apenas 15 países confirmaram a aplicação da pena de morte em 2024, o menor número em anos. Os Estados Unidos foram a única democracia ocidental a realizar execuções, com 25 casos. Enquanto isso, países como Malásia e Zimbábue avançaram na abolição da pena de morte. A Anistia Internacional observou que o uso da pena de morte está ligado à repressão política e à perseguição religiosa em vários países, mas também notou progresso em direção à abolição em nível global.
A China foi identificada como o principal executor global no relatório anual da Anistia Internacional sobre a pena de morte, divulgado em 2024. O documento aponta que milhares de condenações à morte ocorreram no país, que mantém suas práticas de execução em sigilo. O total de execuções no mundo aumentou 32%, atingindo 1.518 casos, o maior número em uma década. Este total não inclui as execuções na China, Coreia do Norte e Vietnã, onde a falta de transparência dificulta a verificação dos dados.
O relatório destaca que a China se diferencia por suas práticas secretas e pela perseguição religiosa. A Anistia Internacional afirma que as execuções relacionadas a drogas representaram mais de 40% do total global, com a China entre os países que aplicam essas penas. O governo chinês é acusado de executar minorias religiosas para extrair e vender órgãos. Além disso, milhões de muçulmanos uigures estão detidos em campos.
Execuções em Outros Países
O Irã, a Arábia Saudita e o Iraque foram responsáveis por mais de 90% das execuções documentadas. O Irã executou pelo menos 972 pessoas, enquanto a Arábia Saudita registrou 345 execuções, mais que o dobro do ano anterior. O Iraque quadruplicou suas execuções, totalizando 63. A Anistia observa que o Irã reprime a dissidência religiosa sob o pretexto de segurança nacional, enquanto a Arábia Saudita utiliza a pena de morte para silenciar a oposição política.
Apesar do aumento nas execuções, apenas 15 países confirmaram a aplicação da pena de morte em 2024, o menor número já registrado. Um total de 145 países aboliram a pena de morte na lei ou na prática. Nos Estados Unidos, que continuam a realizar execuções, foram registradas 25 em 2024, com um aumento em relação ao ano anterior. Quatro estados retomaram as execuções após longos intervalos, e o Alabama triplicou seu número, utilizando gás nitrogênio como método.
Avanços na Abolição
A Anistia Internacional destaca que, apesar do aumento nas execuções em regimes autoritários, houve progresso na abolição da pena de morte. Em 2024, mais de dois terços dos estados-membros da ONU votaram a favor de uma moratória sobre a pena de morte. Campanhas internacionais têm levado a reversões de sentenças de morte em casos de destaque.
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