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Brasil é identificado como ‘berçário’ de espiões russos em nova investigação policial

Brasil é identificado como ponto de apoio para espiões russos; Polícia Federal revela nove suspeitos com disfarces e documentos falsos.

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O Brasil foi identificado como um ponto de apoio para espiões russos, com a Polícia Federal revelando a presença de nove supostos espiões que usaram documentos brasileiros. Um dos casos mais conhecidos é o de Sergey Cherkasov, que foi preso no Brasil após ser deportado da Holanda. Ele se passava por um brasileiro e tinha um histórico de disfarces, como atuar como estudante e trabalhar em uma joalheria. Outros espiões, como Mikhail Mikushin e Artem Shmyrev, também foram identificados, com alguns desaparecendo antes de serem capturados. As investigações mostram que esses espiões não estavam coletando informações sobre o Brasil, mas usavam o país para criar identidades falsas. A Polícia Federal e autoridades de outros países estão alertas sobre esses indivíduos, e informações sobre eles foram compartilhadas com a Interpol para evitar que continuem suas atividades.

A utilização do Brasil como um ponto de apoio para espiões russos foi destacada em uma recente reportagem do jornal The New York Times. A Polícia Federal brasileira identificou nove supostos espiões que usaram documentos brasileiros para suas operações. A informação foi confirmada pela BBC News Brasil.

As investigações, que já vinham sendo conduzidas desde 2022, revelaram que um dos espiões, Sergey Cherkasov, ainda se encontra no Brasil. Ele foi preso em 2022 por uso de documentos falsos e condenado a cinco anos de prisão. Cherkasov se apresentava como Victor Muller Ferreira e tentava atuar no Tribunal Penal Internacional, em Haia. As investigações indicam que ele é um agente do GRU, o serviço de inteligência militar da Rússia.

Entre os outros espiões identificados, estão José de Assis Giammaria, que foi preso na Noruega, e Gerhard Daniel Campos, que desapareceu antes de ser capturado. A lista inclui ainda seis outros indivíduos que usaram identidades brasileiras. As operações desses espiões não tinham como foco o Brasil, mas buscavam criar disfarces para atividades em outros países.

Disfarces e Estratégias

Os espiões utilizavam disfarces variados, como um empresário de joias e um estudante apaixonado por forró. Cherkasov, por exemplo, fez aulas de forró em São Paulo. A Polícia Federal e autoridades uruguaias emitiram alertas à Interpol sobre cinco dos espiões, dificultando futuras operações.

As investigações revelaram que os documentos usados pelos espiões eram materialmente verdadeiros, emitidos por cartórios brasileiros. Isso levanta questões sobre como os espiões conseguiram obtê-los. A prisão de Cherkasov gerou uma disputa entre os governos dos Estados Unidos e da Rússia, ambos solicitando sua extradição.

A atuação da GRU tem se intensificado, com um histórico de operações agressivas. A Rússia nega envolvimento em atividades de espionagem, mas a identificação desses espiões no Brasil evidencia uma estratégia clássica de infiltração. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades brasileiras e internacionais.

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