Milhares de palestinos invadiram um centro de distribuição de ajuda em Rafah, na Faixa de Gaza, em busca de alimentos e suprimentos básicos, durante um bloqueio severo imposto por Israel. O Exército israelense disparou tiros de advertência para dispersar a multidão. A Fundação Humanitária de Gaza, apoiada pelos EUA, começou a distribuir ajuda, mas a situação se tornou caótica. A fundação informou que distribuiu cerca de 8 mil caixas de alimentos, totalizando 462 mil refeições, mas enfrentou críticas por não atender adequadamente às necessidades da população. O diretor-executivo da fundação renunciou, alegando dificuldades em manter princípios humanitários. O primeiro-ministro israelense reconheceu uma “perda momentânea de controle” durante a distribuição. A ONU e outras organizações pedem a reabertura das passagens para Gaza e a ampliação das operações de ajuda, enquanto a população enfrenta fome severa e falta de medicamentos.
Milhares de palestinos invadiram um centro de distribuição de ajuda em Rafah, na Faixa de Gaza, nesta terça-feira, 27 de março. O tumulto ocorreu em meio a um bloqueio severo imposto por Israel, que já dura mais de dois meses, resultando em uma grave crise humanitária. O Exército israelense disparou tiros de advertência para dispersar a multidão, que buscava alimentos e suprimentos básicos.
A situação se agravou após a Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada pelos EUA e Israel, iniciar a distribuição de ajuda. Ayman Abu Zaid, um deslocado de Gaza, relatou à AFP que a multidão se aglomerou em busca de alimentos, levando ao caos. O Exército israelense afirmou que suas tropas dispararam apenas para advertir, mas relatos de palestinos indicam que os disparos foram mais intensos.
Após o tumulto, a GHF informou que cerca de 8 mil caixas de alimentos foram distribuídas, totalizando 462 mil refeições. Os pacotes continham itens básicos como farinha, arroz e óleo de cozinha. No entanto, a GHF enfrentou críticas por sua abordagem, que muitos consideram inadequada para atender as necessidades da população de Gaza, que enfrenta níveis alarmantes de insegurança alimentar.
Críticas à GHF e à Distribuição de Ajuda
A GHF, que opera com autorização israelense, tem sido acusada de colaborar com Israel para controlar a distribuição de ajuda, excluindo a ONU do processo. O diretor-executivo da fundação, Jake Wood, renunciou, alegando que não era possível manter os princípios humanitários sob as atuais condições. A ONU já havia alertado sobre a ineficácia do modelo de distribuição, que expõe os palestinos a riscos desnecessários.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reconheceu uma “perda momentânea de controle” durante a distribuição, mas garantiu que a situação foi restabelecida. A ONU e outras organizações humanitárias pedem a reabertura de todas as passagens para Gaza e a ampliação das operações de ajuda, que permanecem limitadas. A situação em Gaza continua crítica, com a população enfrentando fome severa e escassez de medicamentos.
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