Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, fez uma postagem nas redes sociais mencionando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, após os Estados Unidos anunciarem sanções que podem afetá-lo. Miller chamou Moraes de “ameaça à democracia” e pediu que seus seguidores compartilhassem a mensagem. As sanções dos EUA visam negar vistos a estrangeiros que censuram americanos, e embora o secretário de Estado, Marco Rubio, não tenha citado Moraes diretamente, sugeriu que ações poderiam ser tomadas contra ele. Miller já havia sido interrogado no Brasil em 2021 pela Polícia Federal, a pedido de Moraes, no inquérito das fake news que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele, que foi um dos primeiros aliados de Trump, deixou recentemente o cargo de CEO do GETTR para ser conselheiro na nova campanha presidencial de Trump e já havia criticado Moraes anteriormente.
O empresário Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, fez uma publicação nas redes sociais mencionando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, logo após o governo dos Estados Unidos anunciar sanções que podem afetar o ministro. Em sua postagem no X, Miller escreveu: “Olá, Alexandre”, e sugeriu que os seguidores compartilhassem a mensagem com alguém que lhes viesse à mente, insinuando que Moraes é uma “ameaça à democracia”.
As sanções anunciadas pelos EUA visam negar vistos a estrangeiros que “censurem” americanos. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, não citou diretamente Moraes, mas indicou que ações poderiam ser tomadas contra ele. A publicação de Miller ocorre em um contexto em que ele já havia sido interrogado no Brasil por ordens de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Interrogatório no Brasil
Em setembro de 2021, Miller foi ouvido pela Polícia Federal em Brasília, onde estava promovendo sua rede social, a GETTR. O empresário relatou ter sido surpreendido ao ser levado para uma “conversa” e afirmou que sua comitiva foi interrogada por três horas. O inquérito das fake news, sob a relatoria de Moraes, investiga a disseminação de informações falsas e tem Bolsonaro como um dos alvos.
Miller, que foi um dos primeiros aliados de Trump na campanha de 2016, deixou recentemente o cargo de CEO do GETTR para atuar como conselheiro na terceira campanha presidencial do ex-presidente. Em abril deste ano, ele já havia classificado Moraes como uma “ameaça à democracia”, reforçando sua posição crítica em relação ao ministro.
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