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Morre o embaixador Marcos Azambuja, ícone da diplomacia brasileira aos 90 anos

Morreu o diplomata Marcos Azambuja, aos 90 anos. Seu legado inclui a defesa da paz e a promoção da diplomacia brasileira em crises globais.

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Morreu no dia 28 de setembro o diplomata Marcos Azambuja, aos 90 anos. A informação foi confirmada pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais, onde ele era conselheiro. Azambuja teve uma carreira importante, sendo embaixador do Brasil na Argentina e na França, além de ter chefiado a delegação brasileira em Genebra. Ele também foi um dos responsáveis pela Cúpula da Terra Rio 92. No Ministério das Relações Exteriores, ocupou o cargo de secretário-geral e trabalhou em várias cidades, incluindo Londres e Nova York. Ele se envolveu em várias instituições culturais e estava organizando um livro com seus escritos. Em suas últimas entrevistas, defendeu que o Brasil deve atuar como um mediador pacífico em conflitos globais, como a guerra na Ucrânia. O Cebri lamentou sua morte, ressaltando sua contribuição para a diplomacia e a cultura brasileira.

Morreu nesta quarta-feira, 28 de setembro, o diplomata Marcos Azambuja, aos 90 anos. A informação foi confirmada pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), onde ele atuava como conselheiro emérito. Azambuja deixa um legado significativo na diplomacia brasileira.

Durante sua carreira, Azambuja foi embaixador do Brasil na Argentina entre 1992 e 1997 e na França de 1997 a 2003. Ele também chefiou a delegação brasileira em Genebra, focando em desarmamento e direitos humanos entre 1989 e 1990. Sua atuação foi crucial na Cúpula da Terra Rio 92, onde coordenou a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento.

Contribuições Diplomáticas

No Ministério das Relações Exteriores, Azambuja ocupou o cargo de secretário-geral, equivalente ao de vice-chanceler. Sua trajetória incluiu passagens por Londres, Cidade do México e Nova York, onde trabalhou junto às Nações Unidas. Ele integrou a Comissão de Armas de Destruição em Massa e o Fórum de Tóquio para a não proliferação nuclear.

Além de suas funções diplomáticas, Azambuja se envolveu em diversas entidades culturais, como o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a Fundação Roberto Marinho. Recentemente, ele estava organizando um livro com uma seleção de seus escritos, abordando temas diplomáticos e culturais.

Legado e Impacto

Em uma de suas últimas entrevistas, Azambuja defendeu a importância da postura pacificadora do Brasil no cenário global, especialmente em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele afirmou que o Brasil deve ser visto como um “instrumento necessário” para a paz. O Cebri lamentou sua morte, destacando que “com sua partida, o mundo ficou menos inteligente, menos divertido e menos sábio”.

Marcos Azambuja deixa um legado indelével na diplomacia e na cultura brasileira, sendo lembrado por sua sabedoria e dedicação ao serviço público.

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