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Moscou reúne delegações internacionais para discutir segurança e negócios militares

Moscou promove reunião internacional de segurança, buscando expandir influência na África e Sudeste Asiático com foco em armamentos e recursos.

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A Rússia está promovendo uma reunião internacional de segurança em Moscou, com a participação de mais de cem delegações de diferentes países. O evento, que acontece de terça a quinta-feira, serve para discutir questões de segurança e apresentar armas russas, especialmente para países do Sahel, onde a França se retirou recentemente. O chefe do Conselho de Segurança russo, Serguéi Shoigú, destacou a importância de uma segurança que beneficie todos, sem ser usada contra ninguém. Durante a reunião, foram exibidos drones e rifles, e a Rússia busca fortalecer laços com regimes golpistas em regiões como Mali e Myanmar, além de explorar recursos naturais na África e no Sudeste Asiático. O governo russo também está enviando ajuda humanitária, como alimentos, para países como Burkina Faso e Níger, enquanto negocia acordos para a exploração de recursos como urânio e litio. A presença de representantes de países aliados, como China e Coreia do Norte, mostra a intenção da Rússia de expandir sua influência global.

Moscou sedia, entre os dias 28 e 30 de maio, uma reunião internacional de segurança com mais de cem delegações de todo o mundo. O evento visa discutir questões de segurança em regiões instáveis, como o Sahel e o Sudeste Asiático, enquanto promove armamentos russos.

A decimotercera reunião internacional de altos representantes é um espaço para negócios e exibição de armamentos, com foco em países do Sahel. A Rússia busca preencher o vazio deixado pela retirada da França da região, onde muitos migrantes fogem da violência. O evento, que aborda uma nova arquitetura de segurança internacional, conta com a presença de representantes de países aliados, como China e Coreia do Norte, além de regimes golpistas de diversas partes do mundo.

O chefe do Conselho de Segurança russo, Serguéi Shoigú, destacou a importância de uma segurança “única e indivisível”. Durante a reunião, foram apresentados drones, rifles de assalto Kaláshnikov e sistemas de guerra eletrônica. A Rosoboronexport, agência responsável pela venda de armas, anunciou que os produtos mostrados foram testados em conflitos reais, como na Síria e na Ucrânia.

Ações no Sahel e Sudeste Asiático

A Rússia intensifica sua presença no Sahel, com o ministro das Relações Exteriores, Serguéi Lavrov, promovendo conferências com ministros de países como Malí, Níger e Burkina Faso, todos sob regimes militares. Lavrov afirmou que a Rússia está disposta a fortalecer as capacidades de defesa desses países e facilitar a formação de forças armadas conjuntas.

Além disso, o Kremlin tem enviado ajuda humanitária, incluindo 709,5 toneladas de guisantes para Burkina Faso e 20 mil toneladas de trigo para Níger. A exploração de recursos, como lítio e urânio, é uma prioridade nas negociações, especialmente após a saída da França da região.

A presença russa na África é consolidada pelo Cuerpo de África, uma companhia de mercenários estatal que busca expandir sua influência. A Rússia, portanto, está aproveitando a instabilidade regional para estabelecer laços com governos e explorar recursos naturais, enquanto se posiciona como um novo ator estratégico no continente.

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