Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, pediu uma Europa mais forte e independente durante a entrega do 75º Prêmio Internacional Carlomagno. Ela destacou a importância de enfrentar ameaças à democracia, tanto de fora quanto de dentro da Europa, e alertou que um novo cenário internacional está surgindo. Von der Leyen enfatizou que a Europa precisa se adaptar e investir em sua própria segurança, especialmente diante do aumento da economia de guerra da Rússia. Ela também expressou preocupação com o crescimento de partidos extremistas e a erosão da democracia, ressaltando que é necessário apresentar soluções para os problemas que afetam os cidadãos, como a migração e o custo de vida. O rei Felipe VI também falou sobre a necessidade de uma Europa unida em um mundo em mudança.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a necessidade de uma Europa “verdadeiramente independente” e forte, durante a entrega do 75º Prêmio Internacional Carlomagno, em Aquisgrã, na quinta-feira. Ela alertou sobre as ameaças à democracia e a urgência de enfrentar novos desafios globais.
Von der Leyen enfatizou que a construção europeia deve ser aprofundada para lidar com um “novo ordenamento internacional” que está surgindo. A presidente mencionou que a Europa não pode se limitar a aceitar as consequências desse novo cenário, mas deve participar ativamente de sua formação. “A história não perdoa titubeios nem atrasos. Nossa missão é a independência europeia”, afirmou.
Durante a cerimônia, que contou com a presença de líderes europeus, como o rei Felipe VI da Espanha, Von der Leyen expressou preocupação com os “esforços concertados” para erosionar a democracia, tanto de forças externas quanto internas. Ela ressaltou que a Europa deve se libertar do medo da mudança que a tem retido no passado.
Desafios e Oportunidades
A presidente da Comissão também abordou a necessidade de investir na segurança europeia, citando o aumento da economia de guerra da Rússia. “A necessidade de investir em nossa segurança é cada vez mais urgente”, disse. Ela pediu um compromisso firme com a democracia, que é a base da União Europeia, e alertou sobre o crescimento de partidos extremistas e tendências iliberais.
Von der Leyen destacou que não basta criticar os eleitores que optam por extremos, mas é necessário apresentar “argumentos mais fortes” e entender as razões do descontentamento popular. Questões como a gestão da migração irregular e o custo de vida foram mencionadas como preocupações que precisam ser abordadas.
O rei Felipe VI também reforçou a importância de uma Europa unida em um “cenário mundial mais determinado pelo poder político”. Ele afirmou que a união é essencial para que a Europa tenha uma “voz única” nas questões globais.
Entre na conversa da comunidade