As autoridades turcas aumentaram a repressão contra a prefeitura de Istambul, que é administrada pela oposição, e detiveram 30 pessoas, incluindo um ex-deputado e prefeitos de distritos da oposição. Essas prisões fazem parte de investigações sobre corrupção na prefeitura. Desde a prisão do prefeito Ekrem Imamoglu em março, houve várias ondas de detenções, e essa é a quinta. Imamoglu é visto como um forte concorrente do presidente Recep Tayyip Erdogan. A oposição acredita que as prisões são motivadas politicamente, enquanto o governo afirma que o sistema judiciário é independente.
As autoridades turcas intensificaram a repressão à prefeitura de Istambul, administrada pela oposição, com a detenção de trinta pessoas no último sábado. Entre os detidos estão um ex-deputado do Partido Popular Republicano (CHP) e prefeitos de três distritos da cidade. As detenções fazem parte de quatro investigações separadas sobre corrupção na administração municipal.
Este é o quinto episódio de uma série de ações legais contra a prefeitura desde a prisão do prefeito Ekrem Imamoglu, ocorrida em 19 de março. Imamoglu, considerado o principal adversário do presidente Recep Tayyip Erdogan, foi preso sob acusações de corrupção, o que gerou protestos em massa pedindo sua libertação e denunciando a deterioração da democracia na Turquia.
A oposição alega que as prisões são motivadas politicamente. O presidente do CHP, Ozgur Ozel, afirmou que “desta vez o golpe não veio com botas e tanques, mas com togas de promotores”. Em resposta, o governo defende a independência do judiciário turco, negando qualquer influência política nas investigações.
As detenções de sábado se somam a uma série de ações contra a administração da CHP, que já resultaram em dezenas de prisões desde abril. A repressão tem gerado um clima de tensão e incerteza na política turca, com a oposição clamando por justiça e transparência nas investigações.
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