Os ministros da Defesa da OTAN se reuniram em Bruxelas e concordaram em aumentar os gastos militares, com propostas que podem chegar a 5% do PIB dos países membros. Essa decisão é uma resposta à pressão dos Estados Unidos, especialmente do ex-presidente Donald Trump, que pediu que os aliados aumentassem seus investimentos em defesa. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que o acordo é histórico e que os países devem priorizar a compra de equipamentos como sistemas de defesa aérea e mísseis. Embora alguns países, como a Espanha, defendam que o foco deve ser no cumprimento de objetivos de capacidade, outros, liderados pelos EUA, insistem na meta de 5%. A Alemanha, por exemplo, planeja aumentar suas Forças Armadas em até 60 mil soldados. A reunião também discutiu a necessidade de os aliados europeus aumentarem seus gastos para garantir o apoio contínuo dos EUA, especialmente em um momento em que a Rússia continua a ser uma ameaça.
Os ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se reuniram em Bruxelas e concordaram com novas metas de aquisição militar. O acordo, considerado um dos mais significativos desde a Guerra Fria, visa aumentar os gastos militares dos países membros, com propostas que podem chegar a 5% do PIB. Essa decisão ocorre em um contexto de pressão crescente, especialmente dos Estados Unidos, para que os aliados aumentem seus investimentos em defesa.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, destacou que o acordo representa um passo crucial para atender às necessidades de segurança da aliança. As novas metas incluem a aquisição de sistemas de defesa aérea, mísseis de longo alcance e drones, além de um plano para aumentar em cinco vezes a capacidade de defesa aérea terrestre. Embora a lista exata de armamentos não tenha sido divulgada, a expectativa é que os países cumpram essas metas nos próximos cinco a dez anos.
A divisão entre os membros da OTAN é evidente. Enquanto alguns países, como a Espanha, defendem que o foco deve ser no cumprimento de objetivos de capacidade, outros, liderados pelos Estados Unidos, insistem na necessidade de um compromisso fixo de 5% do PIB. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, expressou satisfação com os resultados das discussões, chamando-as de “históricas”. Ele enfatizou que a aliança precisa de “mais capacidades, de poder militar real”.
A Alemanha, por sua vez, anunciou que precisará aumentar suas Forças Armadas em até 60 mil soldados ativos, destacando seu compromisso com os gastos de defesa. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que o país está pronto para assumir um papel de liderança na aliança, após suspender restrições à dívida para investimentos militares.
A reunião também abordou a crescente preocupação com a Rússia, que continua a reconstruir suas forças armadas. Diplomatas afirmam que aumentar os gastos com defesa é essencial para garantir o compromisso dos EUA com a segurança europeia. A cúpula da OTAN, marcada para os dias 24 e 25 de junho em Haia, será um momento decisivo para formalizar essas novas metas.
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