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Advogado pede emergência militar na Nigéria após ataques que mataram 85 cristãos

Advogado pede emergência militar na Nigéria após 85 cristãos serem mortos em ataques coordenados. Segurança falha em proteger comunidades.

Um advogado sênior da Nigéria, Sebastine Hon, solicitou ao presidente Bola Tinubu a declaração de emergência militar após a morte de 85 cristãos em ataques coordenados no estado de Benue. A carta foi enviada em 2 de junho de 2025, destacando a crescente insegurança na região. Hon afirmou que a situação está “saindo do controle” […]

Um advogado sênior da Nigéria, Sebastine Hon, solicitou ao presidente Bola Tinubu a declaração de emergência militar após a morte de 85 cristãos em ataques coordenados no estado de Benue. A carta foi enviada em 2 de junho de 2025, destacando a crescente insegurança na região.

Hon afirmou que a situação está “saindo do controle” e pediu ações imediatas para combater a violência. Ele já havia solicitado proteção às autoridades militares e policiais em resposta a ataques de extremistas Fulani. Em sua correspondência, o advogado criticou a inação das forças de segurança, que, segundo ele, não atuaram durante os ataques.

Forças de segurança não agem para proteger as comunidades cristãs, mesmo diante de ataques visíveis. Hon relatou um ataque em 29 de maio, onde a comunidade de Agan, em Makurdi, foi alvo de extremistas, e nenhum soldado foi enviado para ajudar. Ele também mencionou um caso em que um homem foi atacado a apenas 500 metros de um posto militar, sem receber socorro.

Nos últimos dias, 85 cristãos foram mortos em uma série de ataques em Benue. No último domingo, grupos armados atacaram comunidades nos condados de Gwer West e Apa, resultando em pelo menos 43 mortes. Os agressores, identificados como extremistas Fulani, chegaram em comboios.

As regiões mais afetadas incluem Gwer West, Guma, Logo, Agatu e Apa, que têm sido alvo frequente de violência nos últimos cinco anos. Desde maio de 2023, mais de 10 mil nigerianos foram mortos em episódios de violência, com 6.896 dessas mortes ocorrendo apenas em Benue.

O governador do estado de Plateau, Caleb Mutfwang, classificou os ataques como um genocídio. A crise humanitária se agrava, com milhares de deslocados vivendo em condições precárias, enfrentando escassez de água, alimentos e assistência médica.

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